31 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- Noite decisiva. No Maracanã, empate em 1x1 entre Fluminense e Figueirense. Bom resultado para o time catarinense, que com uma partida sem gols no Scarpelli leva a taça.

O Figueira entrou para segurar um empate, com apenas um atacante. Foi competente na maioria do jogo, e quando falhou contou com erros bizonhos do Flu, como o chute do lateral Ivan nos primeiros minutos.

Aliás, o tricolor abusou de perder gols, ora por incompetência, ora pela qualidade de Wilson. Numa decisão, tais erros não podem acontecer, e o Fluminense pode pagar caro no jogo de Florianópolis.

Tem toda condição o alvinegro de levar a Copa do Brasil para Santa Catarina. Tem um time bem arrumado, ontem não demostrou a ineficácia do jogo contra o Botafogo. Já o Fluminense não apresenta nem metade do que pretendia ser, Renato Gaúcho ainda não conseguiu dar uma cara à equipe.
Santa Catarina tem tudo para ser bi na CB.
- Num Olímpico cheio, o frio parece ter congelado o Santos. 2x0 foi pouco, pela apatia apresentada pelo peixe. O Grêmio adiantou a marcação, deixando seu adversário sem espaços. E estava noite inspirada.
Mais uma vez, quem deveria jogar não o fez. Não é a primeira partida que Zé Roberto,Kléber e Cléber Santana deixam a desejar. E quando isso acontece, o alvinegro é perfeitamente "batível". Luxemburgo sabe que sua equipe foi muito mal, assumindo que dois foi pouco. Tem uma semana para corrigir o time.
Em dois jogos o Santos vinha de situação adversa e reverteu na Vila. Quarta que vem não será diferente, com o estádio lotado irá para cima do tricolor e, feito o primeiro, será difícil segurar o ímpeto santista. Todavia, o Santos não pode esquecer que o Grêmio está com a vantagem, e sabe se defender sem abdicar da partida.

29 de maio de 2007

Sob (quase) nova direção



Este post é específico para aqueles (se é que existe alguém) que lêem eventualmente este blog.

É tempo de mudança aqui. Não sabemos ainda se pra melhor ou pior. Só o que sabemos é que, como os leitores podem constatar nos arquivos, era pouca a contribuição dos aspirantes originais aqui no blog.

Por isso, em reunião. as três pessoas que constam agora ali no lado como colaboradores decidiram por unanimidade fazer um último apelo para que todos os integrantes da nossa turma da 5ª fase de jornalismo, nos ajudassem com suas produções para manter um ritmo constante de atualizações no blog.

Contudo, depois de termos recebido apenas uma única resposta, a qual, infelizmente, ficou apenas nas palavras, percebemos que, sendo poucos os que nos ajudam a construir isso aqui, seria melhor que apenas os nossos nomes continuassem no blog. Explico melhor: não consideramos justo que apenas três pessoas montem o site, criem conteúdo para ele e no fim das contas, como o nome de todos está ali, fica implícito, para os que não lêem os arquivos ou só passam aqui de vez em quando, que todos ajudam a manter o blog.

Antes que o leitor pense que não vamos continuar com ele, faço uma ressalva: O BLOG CONTINUA. Todavia, apenas esses três aí do lado é que vão ter os seus nomes mantidos.

Caso haja alguém aí do outro lado,

Um abraço



Cheguei passava um pouco das seis e meia, acho. Os estudantes estavam na Paulo Fontes, ocupavam a pista que leva ao túnel. Estávamos cercados de uma lado pelo grt, do outro por um pelotão de pms. Não demorou muito a outra pista foi fechada. Uns jovens jogavam bola, outros cantavam e seguravam cartazes contra a rbs. Uma mulher dá esporro num grupo de quatro policiais que estavam na frente da tropa, diz que não tem coragem para enfrenter bandidos de verdade e ficam só atrás de estudantes. Depois de talvez um pouco mais de uma hora ali parado, fizeram uma assembléia para decidir o rumo do protesto. A primeira decisão foi o túnel, mas percebendo a merda que seria, fomos para a Mauro Ramos. Não havia muitas pessoas, na verdade mais pro final tinha até mais hômi do que estudante.

Foram andando pela rua, cantando, sempre seguidos de perto por um contingente absurdo. Na frente do IEE reduzem, mas não tem mais ninguém no colégio. Ocupamos as duas pistas, alguns carros ficam presos. Adiante a polícia já prepara desvios e a avenida fica livre. – pausa. Se no Iron Man tive que comprar filme, hoje meu cartão de memória estava com uma porção de fotos só tinha mais 20 poses. Dou um pulo em casa, descarrego-as no pc, o que leva 11 minutos. Troco as pilhas, tiro a camisa de veludo, estava calor naquela correria –. De volta à rua, não sei aonde foram. Suponho que voltarão ao terminal pela Beira-Mar. Sigo nessa direção, porém uso a cabeça e o celular. Meu amigo confirma, estão na frente do shopping. Sigo numa velocidade boa, contudo quando chego lá chego percebo que eles marcham, estão bem para frente. Fico espantado com a quantidade de pessoas, nem conseguiram fechar uma pista da avenida.
Vou atrás, o relógio informa 14º, contudo estou com calor. Os manifestantes ocupam apenas a ciclovia, quem interdita a pista de fora é o batalhão da pm. No Koxixo’s as luzes de alguns postes apagam. Vejo um cara descer à praia, pega um pedaço de pau. O guarda manda jogar fora, ele diz que é para bater num tambor, razão que não convence o meganha.
Na frente da casa do governador os policiais devem ter achado que faríamos alguma coisa e se posicionaram em duas fileiras, uma na pista, formada pelos pms e outra no canteiro que divide as pistas, com o grt. Achando que daria alguma coisa, fui para o canteiro, pois ficaria de frente para a ação. Fiz umas fotos, não deu em nada e quando me dou conta tem um cara me fotografando Botei a mão na frente da lente e perguntei qual era a dele. Questionou de onde eu era, eu muito burro falei jornalista, do jornal laboratório da facu, mostrei carteirinha e tal. – Tou fazendo meu trabalho – falei. – Eu também, também sou jornalista – diz ele. Perguntei da onde, ele fez uma voz de riso forçado e disse “sou do jornal do batalhão”. Eu – Que que tu vai fazer com essas fotos? –. – dependo do que tu fizer com as tuas –. Enquanto isso, passavam os carros do grt, com os soldados todos encapuzados. Do carro gritavam “vai fotografar o cú da tua irmã, vai pra casa seu filho da puta”. Ainda mandei eles tomarem cú,e mostrei o dedo do meio. Puto com minha própria burrice, voltei à fila que seguia em frente.
No viaduto das três pontes nova tensão, mas nada acontece. Subo no elevado para fazer fotos, lá embaixo uns berram que “tem p2 no elevado”. Hahaha, só falta me chamarem de p2 agora. Quero que os meganhas vão tudo tomar no cú, bando de filhos da puta. Claro, há muitos bons policiais, os quais respeito pelo trabalho que fazem. Mas xingar um bosta dum moleque que fotografa a manifestação, aí fiquei com raiva mesmo. E aquele p2 filho da puta, tirou uma foto minha, a vontade era de espancar o viado até desmaiar.
Chegando no Titri atravessam a avenida, param num gramado para decidir o futuro da ação. Um cara, que para mim era p2, é questionado por duas garotas. Ele se explica, mostra identidade, ela acredita. Não me convenceu, aquilo tava infestado de milico disfarçado. Um garoto do passe-livre sugere encerrar por ali, afinal entrar em confronto àquela hora seria burrice. Ouço um cara fala que “esse pesssoal do mpl só atrasa mesmo”. Felicito-me pela idéia do rapaz, não estou afim de apanhar a toa. Sugestões de ir para Ufsc ou invadir o Titri. Uma menina pega o microfone, “uma decisão não anula a outra, vamos pra Federal e lá fazemos o catracasso”. O pessoal aprova, eu também. Vamos por umas ruzinhas até a Lauro Linhares, os pelotões seguem de perto. Nessa altura já não estou preocupado em fazer fotos, ver o que acontece, quero que acabe logo. Talvez pela coisa não estar tão tranqüila quanto parecia, começam a cantar o hino nacional. Um rapaz grita “pra que esse patriotismo?”.
Na frente do Frango & Fritas uns três carros do grt – ou ppt, não sei agora, mas dá na mesmo – sobem em velocidade. Por pouco não batem em nenhum estudante, cantam pneus como parte do teatrinho. Chegando ao Comper vejo como meu preparo físico está bom, afinal andei um bocado. Como pms não podem entrar na universidade, existe certo relaxamento. Um cara vem me perguntar se fiz fotos dele, do nada estou cercado por três. A essa altura desconfio de qualquer um, e como não quero que pensem que sou policial disfarçado mostro as fotos que fiz “apago qualquer uma que tu quiser”. Ele fala que não precisa, que está tudo bem, diz não ser da pm.
Enquanto descemos o choque vem atrás em posição de combate. Estou perto da rótula do CCE, explode uma bomba de gás. A maioria corre. Não entendo, não faz sentido nos atacarem ali, com o ato quase no fim. Explode a segunda, estou quase no templo ecumênico. Um cara sai detrás duma árvore, berra “vamos lá”. Apanhar de graça não dá, ali não era situação para entrar em confronto. Mesmo porque para eles é muito fácil entrar pelos lados e moer todos nós naquela escuridão.
Aos poucos o pelotão recua, os manifestantes se concentram novamente, no ponto do CCE. Uma moça aparece com dois pedaços de ferro, diz que são a prova que a polícia usou tais artefatos na Ufsc. Entrega a outro cara, este sobe na calçada e anuncia para todos o fato. Palmas. Rápida reunião, os que vão para o centro de um lado, os que vão ao Titri de outro. Fico com os do centro. Desce um volta ao morro, as portas são abertas e todos entram por trás. Não há comentário de motorista ou cobrador. No fundo acho que eles conosco. Alguns temem que a polícia pare o carro, as janelas são fechadas por precaução, caso lancem spray de pimenta. Nada acontece. Percebo que tomei o busão errado, esse é norte. Quase na entrada do túnel um cheiro forte, as janelas são abertas. Olho para trás, está pichado “2,40 não” no fundo do ônibus.
Salto no Ticen, pegarei o volta ao morro das 23h – que é o que acabei de sair. Desamarro o lenço, sento. Contudo só me sinto tranqüilo quando subo as escadas do prédio. Preciso dormir.

28 de maio de 2007

O eco da história

A voz que há 11 anos foi a forma de contestar ecoa até hoje na história da política brasileira. O livro 10 reportagens que abalaram a ditadura é uma obra-prima e prova concreta de que o jornalismo tem seu dever social, investigativo e enunciativo. Os trabalhos reunidos no livro foram resgatados de arquivos de jornais e revistas e trazidos de uma época em que a prática jornalística tinha que ter a audácia e a inteligência de driblar os pilares da censura, rígida e inflexível. Nomes como Ricardo Kotscho, Mylton Severiano, Marcos Sá Corrêa, Luiz Cláudio Cunha, José Carlos de Assis, Eurico Andrade, entre outros, figuram entre os profissionais responsáveis pelas reportagens.
Um período de sofrimento, de abuso de poder e de torturas. Mas apesar de você, amanhã há de ser outro dia, canta Chico. E o jornalismo, com toda certeza, foi arma fundamental para as mudanças. Todas as denúncias se refletem nas palavras e nas entrelinhas de cada apuração jornalística que compõe o livro. Muitos dos textos apresentam sátiras e ironias para levar a mensagem exata ao leitor, de forma provocativa e instigante. Um exemplo disso é a reportagem Mordomias, de Kotscho, em que o jornalista escancara os benefícios de que dispunham os funcionários do governo desde o mandato de Geisel. Foi um avanço marcante para o jornalismo tornar públicos fatos que, mesmo antes da ditadura, não eram de conhecimento da população.
Outra reportagem que merece ser citada é a que trata da morte do jornalista Vladimir Herzog. Em referência ao título de uma obra de Capote (A sangue frio), sob o nome A sangue quente, Mylton Severiano transparece todo o sofrimento e a mobilização da família, dos amigos e colegas de trabalho de Vlado depois do ocorrido. O fato foi uma surpresa desagradável a todos, que contavam com o retorno de Vladimir, mesmo porque ele cumpriu as ordens e se apresentou à polícia. O texto apresenta várias versões do fato e consiste em uma investigação completa, deixando claro que a hipótese mais provável é de que o suicídio tenha sido uma mentira das autoridades.
A ditadura, ao que parece, acabou, mas alguns temas abordados podem ser trazidos para a atualidade. A fome e a falta de prudência por parte de algumas autoridades são pautas que podem e devem permanecer em discussão. O jornalismo deve atentar mais para questões sociais. Se antes a censura ficava por conta dos militares, hoje o que se percebe é que os próprios veículos de comunicação fazem uma espécie de auto-censura, priorizando interesses e a comercialização da informação.
A voz precisa continuar ecoando. E fazendo efeito. 10 reportagens que abalaram a ditadura é um livro organizado por Fernando Molica, o primeiro da série Jornalismo Investigativo; Editora Record.

26 de maio de 2007

A prática de se fazer um jornal instintivo




Em seu livro intitulado “A Arte de fazer um jornal diário” (Contexto, 2003), o jornalista Ricardo Noblat escreve que “a missão do jornalista é informar, ou melhor, contar histórias”. Noblat foi durante vários anos chefe de redação do jornal Correio Braziliense e tem um dos blogs jornalísticos mais acessados e mais confiáveis da Internet brasileira. Neste mesmo livro, o autor defende a tese de que para se fazer uma boa matéria é necessário aos repórteres que dêem mais atenção à forma e ao conteúdo do texto ao espaço e a repercussão que a matéria eventualmente terá na página do jornal. No entanto, falta ao livro de Noblat, esclarecer melhor como se produz um material que possa estar pautado nessas premissas.

Um livro que certamente pode servir como auxílio a essas perguntas é o da, também jornalista, Elvira Lobato, que recebe o título de “Instinto de Repórter” (Publifolha, 2004). Elvira é formada em jornalismo pela UFRJ e, ainda na faculdade, começou a trabalhar nas redações do Jornal do Brasil e do Jornal Opinião. Neste livro, ela traça um roteiro de produção das principais reportagens que fez para a Folha de S. Paulo, jornal onde ela trabalha desde 1984.

Como ela própria diz sobre o livro, “ele é voltado para os jonvens que se preparam para entrar no mercado de trabalho e para os não tão jovens que, como eu (ela), são apaixonados pela profissão”. Neste livro ela descreve como foram produzidas 11 reportagens de sua carreira naquele jornal “levando em conta o grau de dificuldade da apuração e a diversidade de métodos usados para a comprovação dos fatos”.

Ali ela conta como a pesquisa e o interesse do repórter são importantes para a obtenção de certas informações que com certeza poderiam passar despercebidas pelos jornalistas no dia-a-dia das redações. Fala também dos subterfúgios, algumas vezes ilegais, que alguns precisam usar para confirmar a veracidade de uma informação. Entre eles está um dos mais controversos no meio jornalístico: o uso de gravações nas quais o repórter se apresenta com falsa identidade para a fonte.

Ela defende que estes e outros métodos sejam utilizados. Contudo, diz também que é preciso ter cautela quando da escolha desses. Ela propõe um questionamento que alguns jornalistas deveriam considerar antes de aderirem a estas formas de se conseguir uma informação: “o assunto é de interesse público? É jornalísticamente importante? A sociedade ganhará com a revelação desse fato?”. Ainda segundo a autora, caso as respostas sejam afirmativas, ela continua a produção da matéria. Entretanto, pelo que segue no livro, as respostas a estas três perguntas são completamente subjetivas e fica a cargo de cada um decide a seu próprio critério a positividade ou negatividade das respostas a estas perguntas.

Em outro capítulo, ela descreve como foi a descoberta de que o então candidato à presidência, Fernando Collor de Melo, teria usado “mão-de-obra” do estado de Alagoas em sua campanha eleitoral, rumo ao palácio do Planalto. Ali ela conta como as divergências políticas entre as pessoas, facilitaram para que ela confirmasse às acusações. A bancada oposicionista ao partido de Collor, que havia se licenciado do cargo de governador daquele estado, conseguiu diversos documentos que comprovariam o delito.

Outra coisa interessante do livro de Elvira Lobato é que ao final da descrição de como foi produzir cada uma das matérias, a autora coloca os textos que foram publicados à época e, também, outros relativos à repercussão daquela notícia, dando ao leitor uma idéia do que aconteceu com o material que foi exposto no jornal.

No fundo, “Instinto de Repórter” é quase uma aula prática do chamado jornalismo investigativo (ainda que como Elvira Lobato, este autor tenha controvérsias quanto a esta expressão), no sentido em que esmiúça a cobertura de várias matérias sob diferentes formas de apuração. É, portanto, uma leitura complementar a textos como o de Noblat, que ainda que tenham muito conteúdo, às vezes se perdem um pouco devido à paixão pela profissão e deixam, em alguns momentos os leitores (especialmente os aspirantes a jornalistas como este que aqui escreve), reféns de um pouco mais de detalhes de como se dá a prática jornalística na rua.

24 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- Foi uma noite de sorte para vários times. No Rio de Janeiro, o Botafogo pressionou muito o Figueirense, que havia ganho o primeiro jogo por 2x0. Ainda que perdendo diversas chances, o alvinegro carioca fez dois gols ainda no primeiro tempo. Na metade da etapa inicial Mário Sérgio substituiu Diogo por Victor Simões, deixando o furacão mais vulnerável. O Bota teve dois gols erradamente anulados por Ana Paula Oliveira.
No segundo tempo ambas equipes esfriaram, fazendo um jogo mais cadenciado. O time do Rio ainda tinha mais a posse de bola, e o Figueira passou a jogar nos contra-ataques. Tudo indicava que a decisão seria nas cobranças penais, contudo aos 44 min Júlio César errou feio, aceitando o chute de Cleiton Xavier. O gol contra de Vinícius nada mudou, pelo tento marcado fora de casa o Figueira está na final da Copa do Brasil
O futebol do time de SC nem de perto lembrava o apresentado no jogo de Florianópolis. A equipe aceitou a pressão imposta pelo Botafogo, tomou dois que não valeram e pouco agrediu. A garra apresentada foi exemplar, mas para a final o time precisa ser mais regular.
- No outro jogo o Fluminense segurou um empate em 1x1 com o Brasiliense, e é finalista da Copa do Brasil. Porém precisa melhorar bastante. O time do centro-oeste assustou com um gol logo no começo, e fez o Flu se virar para não tomar o segundo. Porém na segunda etapa, com um jogador a mais - Carlos Alberto foi expulso - o time das Laranjeiras empatou. Mesmo com grande disposição do jacaré, o Flu soube segurar o empate.
O tricolor não foi um time organizado ontem, não é um time regular. Renato Gaúcho precisa trabalhar bem a equipe, pois como está não deixa o torcedor nem um pouco tranquilo.
- Na Vila Belmiro o Santos suou para bater o time reserva do América do México. Este veio para se defender, aquele atacava constantemente. Contudo quem marcou primeiro foi o América, obrigando o peixe a fazer dois tentos. Com o time mexicano inteiro na defesa, de tanto tentar - e com a entrada de Pedrinho - o alvinegro praiano melhorou e na metade da etapa final já havia alcançado o resultado necessário. Contra um time que não estava muito afim de jogar futebol.
- Um time profissional que, na disputa de pênaltis, desperdiça duas cobranças é brincadeira.

18 de maio de 2007

Invasão de privacidade


Voyeurismo, sociedade que prioriza a imagem, direcionamento do olhar. No século XXI, a vida é vitrine, observar tem grande valor, o realismo ganha status de estética. Os sistemas de vigilância a que se submete a sociedade são a prova de que a preocupação das autoridades - e de quem mais possui esse “poder de controle” - não está na solução das causas dos problemas, mas sim na tentativa de tapar o sal com a peneira. No dia 25 de abril de 2007, oito projetos de segurança pública, propostos por Aloizio Mercadante, José Serra e Tarso Genro, foram aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça. Um dos projetos prevê o monitoramento eletrônico de presos em regime semi-aberto, aberto, liberdade condicional e saídas temporárias (como, por exemplo, no Natal), além da substituição da prisão preventiva pela “liberdade” monitorada eletronicamente. Para tanto serão distribuídas pulseiras e tornozeleiras com chips, que permitem o acompanhamento das ações dos presos.
Partindo para uma análise mais profunda da situação, é cabível um questionamento ético. Ao centralizar o controle de um grande número de pessoas aos olhos de alguns, de fato esses alguns assumem uma responsabilidade e passam a ter uma autoridade perante os demais. Quais são os critérios para se determinar que alguém pode vir a ter a liberdade de acompanhar todos os passos de outra pessoa, esteja ela na condição em que estiver? Além do fato de que tudo será remetido a um sistema eletrônico. Sistemas podem apresentar falhas e há ainda o fator primordial de que o homem está acima de toda esta parafernália eletrônica. Para câmeras que controlam os homens existem, antes, homens que produzem e controlam as câmeras. A lógica, portanto, é que a humanidade não seja submetida a uma vigilância tão repressora e superficial, mas sim o contrário. A criminalidade não será resolvida através de monitoramento, apenas. O problema será filmado e acompanhado, e não resolvido.
É um passo para 1984 em 2007: George Orwell outrora escreveu a ficção sobre o Big Brother, que controlava toda a população, 24 horas por dia, tanto nas atitudes quanto nos pensamentos. A onipresença do Estado contradiz os direitos garantidos pela Constituição e a democracia ilusória em que vivemos. O argumento a favor dos projetos utilizado pelo senador Aloízio Mercadante é de que “O objetivo é diminuir a superlotação dos presídios, que devem ser destinados a presos perigosos”. Não seria mais eficaz, então, investir o dinheiro, que supostamente será gasto com pulseiras e tornozeleiras, em educação? Termino com as palavras de Renato Russo: disciplina é liberdade.

17 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- No duelo de alvinegros, deu o de Florianópolis. O Botafogo até começou pressionando, e dava impressão que abriria o placar. Mas quem marcou, e duas vezes, foi o Figueira. Com o decorrer da partida o time do estreito soube administrar o placar, e chegar com perigo ao gol de Julio César.
O Bota não jogou metade do esperado. Sentiu a ausência de Lúcio Flávio, e Dodô. Este, por sinal, poderia ser substituído por um bebedouro. Seria mais útil.

Será um jogo difícil, contudo o Figueirense tem plenas condições de chegar à final da Copa do Brasil.

- No Maracanã enfrentaram-se Fluminense e Brasiliense. O tricolor começou a todo vapor, dando impressão que logo abriria o marcador. Mas quem marcou foi o time do DF, com Rafael Toledo. Mais na raça que na técnica, o Flu conseguiu a virada, acalmando a torcida que ensaiva vaias ao time.
Mesmo sofrendo três tentos, o Brasiliense continuou trabalhando bem a bola, e marcou o segundo. Foi quando o árbitro marcou uma penalidade a favor do time da casa. Carlos Alberto cobrou e Guto defendeu, mas o auxiliar mandou repetir. Na segunda tentativa jogadores das duas equipes invadiram a área, goleiro e batedor repetiram o canto mas o esférico entrou. Final 4x2 para o Fluminense.
- O Grêmio foi a Montevidéu o tomou dois do Defensor. Não jogou nada, e precisa se superar em casa para avançar na Libertadores. Não é impossível, mas o time gaúcho não é tudo isso.
- O Santos não saiu do 0x0 contra o América, na Cidade do México. O time da casa entrou poupando jogadores, mas nem assim o peixe conseguiu tirar vantagem. Errando passes e criando pouco, o time da Vila teve sorte que o adversário, mesmo pressionando, não oferecia perigo.
Luxemburgo deu-se por satisfeito, e um empate realmente não é um mau resultado. Porém, na baixada, o peixe tem obrigação de ganhar. Empates com gols dão a vaga ao time mexicano.
Fundamental é a participação de Zé Roberto e Cléber Santana. Quando não estão bem - como nos jogos contra o Bragantino, pelo paulistão - o Santos perde e muito na organização.
Jogar na Vila Belmiro faz a diferença.


6 de maio de 2007

Futebolísticas – uma visão nada imparcial do esporte nacional

- Em Santa Catarina a Chapecoense conquistou seu terceiro estadual, ao empatar por dois tentos com o Criciúma em pleno Heriberto Hülse. O time do oeste ganhou o primeiro jogo por um tento a zero.

- O Santos pressionou o tempo todo. Acuou o São Caetano em seu campo, que aceito de forma passiva as investidas do alvinegro. Os contra-ataques não deram certo, o goleiro Luiz ainda fez grandes defesas mas não foi suficiente para bloquear o ímpeto santista.
Morais, de apenas 20 anos, saiu do banco para marcar o gol do título.
Destaque ao trabalho de Dorival Júnior. Sem contrato vigente,tem grande chance de ir para outro clube (leia-se Cruzeiro)
Cabe novamente crítica ao regulamento. Cada equipe venceu uma partida pelo mesmo placar. Uma vantagem em minha opinião errada levou a taça para o litoral. Dever-se-ia acontecer a disputa de pênaltis. Se é para ter final com vantagem para um lado, que nem seja feita. Fica só nos pontos corridos.
Se o Palmeiras estivesse nos jogos de mata-mata tudo seria diferente.

-Podendo perder por três, o Atlético fez valer sua vantagem. Levou dois do Cruzeiro e após sete anos conquistou o seu 39º campeonato mineiro.
Jogo equilibrado, ambos os times tiveram boas chances de anotar. O galo entrou com certa displicência, natural pela vantagem que possuía. O time celeste entrou sem vários titulares, com jogadores de base. A expulsão de Luizão por uma tentativa de chute num adversário podia ser evitada com um pouco mais de calma.

- No Rio, após empate em 2x2, Flamengo e Botafogo foram às disputas penais. O rubro-negro ganhou por 4x2.
O Fla teve postura completamente diferente da última quarta-feira. Mais que isso, soube separar as duas competições e entrar com ânimo renovado no carioca. O Bota mostrou porque chegou às finais, com um time bem arrumado.
Bruno foi um dos destaques do jogo, defendendo dois pênaltis e fazendo ótima partida. Dodô também apareceu, marcou um golaço e foi expulso após chutar para o gol com impedimento marcado.
Por sinal, impedimentos mal marcados não faltaram na partida do Maracanã.

- Pelo campeonato paranaense o Paranavaí segurou um 0x0 contra o Paraná em Curitiba. O time da casa muito mais chances de gol, porém quase não leva título. O Paranavaí havia ganhado o primeiro jogo por 1x0 e levou seu primeiro estadual.

- Chora São Caetano, Cruzeiro, Criciúma, Botafogo e Paraná.

3 de maio de 2007

Futebolísticas - uma visão nada imparcial do esporte nacional
- O embate do Morumbi bem que poderia terminar empatado. Tanto São Paulo quanto Grêmio tiveram algumas - talvez aquém do esperado - chances de gol. Os paulistas souberam aproveitar.
Impossível arriscar um palpite. As chances de cada uma das equipes chegar à próxima fase são iguais.
Dagoberto mostrou que chegou para ficar com vaga de titular. Mesmo após cinco meses parado, driblou, chutou e participou do tento marcado pelo São Paulo. Ilsinho não é mau jogador, todavia pensa que é muito melhor do que realmente é.
Chora Amoroso!
- O Figueirense foi valente e arrancou um empate em 2x2 contra o Náutico, após sair perdendo. Em diversos momentos esteve perdido em campo, mas soube se portar como time grande que pretende ser e não se abateu. Mário Sérgio faz grande trabalho.
Já vi muita camisa feia, mas a que o Figueira usou ontem...
- Um Flamengo perdido em campo tomou três do Defensor, em Montevidéu. Podia ser mais, tamanha displiscência do rubro-negro. Agora o time brasileiro precisa fazer quatro gols de diferença para passar às quartas de final. Não é impossível, porém é bem complicado entrar numa partida com obrigação de golear.
Não sei se foi birra ou havia alguma confusão anterior. O fato é que Juninho não fica no Fla.
- O Milan eliminou o Manchester United, na semifinal da copa dos campeões. Partida quase sem graça, os italianos ganharam por 3x0, com belíssimas apresentações de Kaká e Seedorf. A final será em Atenas, dia 23 vindouro. O adversário é o Liverpool que chegou à decisão após eliminar o Chelsea nas cobranças penais.

2 de maio de 2007

Uma bela canção sempre fica melhor com belos intérpretes

Se estes querem ser "ídolos" do Brasil, eu, no alto de minha suprema ignorância, já posso começar a pensar em ser Deus

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