29 de janeiro de 2009

Por um jornalismo mais rock n' roll



The Breeders - Cannonball

Outro dia, postei aqui um vídeo dos Pixies, banda clássica dos anos 80 que influenciou muito o movimento Grunge de Seattle, no início dos anos 90. Dentre os mais influenciados, alguém que sempre os citava como referência era Kurt Cobain, vocalista do Nirvana. O vídeo dessa música é da banda que a baixista dos Pixies, Kim Deal - que aqui está nos vocais e tocando violão - montou com sua irmã gêmea Kelley Deal mais ou menos na mesma época do grunge (não lembro exatamente a data do vídeo).

23 de janeiro de 2009

Toca o telefone, é meu pai.
-Tem uma pessoa querendo falar contigo.
- ahn?
- ó, espera.
Não faço idéia do que seja, espero um pouco
-Alô?
-opa
-é pedro?
-sim
-e aí cara, aqui é o marcelo adnet
-como?
-é, tudo certo?
-pô, e aí cara, tudo bem...
-quer dizer que você tá na cidade então
-(início de mão tremendo) pois é, perdi a gravação, pena
-pois é, a gente tá aqui em jurerê, aparece lá no taiko
-claro, claro, vou te chamar e tu vai ter que lembrar de mim
-ah, vou lembrar, pedro
-(nível 4 da mão tremendo) me formei agora em jornalismo, quero trabalhar aí na mtv também
-bacana, eu também me formei agora, é isso aí, tem que procurar
-pois é, de repente eu consigo uma vaga na mtv
-é, então pedro, a gente se vê aqui por jurerê
-ah, com certeza, valeu aí cara, um abração
-abraço, até mais
-té mais
Verão tem cada uma.

22 de janeiro de 2009

Um toque de humor

Para quem ainda não conhece (provavelmente vive num universo paralelo) a Desciclopédia é a versão "verdadeira" da Wikipedia, segundo os seus idealizadores. Ali e só ali você encontra todas as informações que as outras enciclopédias e o governo Norte Americano não querem que vocês saibam sobre o mundo.

Fuçando lá há alguns meses, descobri um belo artigo sobre a Universidade em que nós três estudávamos até dezembro passado. Bastante legal, contudo um trouxa entrou lá e detonou a bagacinha deixando absolutamente sem graça. Nessa semana, lembrei daquilo e voltei a olhar e um outro alguém, muito bem intencionado dessa vez, colocou as coisas em ordem.

Convido todos a darem uma olhada e também os calouros que nos veneram freqüentam a atualizá-lo e aumentarem-no. Também sugiro a todos o artigo sobre a Microsoft e aobre os Estados Unidos.

Boa leitura aqui.

12 de janeiro de 2009

A verdadeira Ilha da Fantasia

Li agora há pouco no blog do Cacau Menezes (antes que falem, bons jornalistas lêem tudo o que aparece pela frente) que Florianópolis foi considerada pelo New York Times, o "Destino de festa do ano", ou seja o melhor lugar para se visitar. Enfim, como havia um link para a materia original no site do jornal (e tem aqui também, clique) abri e dei uma olhada no texto. Uma coisa, porém, acabou me intrigando. Ao falar das belezas naturais (leia-se: mulheres), das praias (só lugar de grâ-fino, nada de acampamento na Lagoinha do Leste) pensei: será que o repórter realmente esteve em Floripa?

Sim, Florianópolis é uma cidade linda. Já mostramos aqui alguns detalhes dela em diversas fotos postadas por nós. Mas beleza não significa também perfeição. Como ocultar, por exemplo, o trânsito cada vez pior na cidade? Ou ainda, a proliferação de "favelas" - que em muitas grandes cidades brasileiras seriam chamadas de bairros de classe média - devido ao êxodo rural do interior do Estado?

Florianópolis nasceu para ser grande, sim. Contudo, o texto do NYT apenas mostra uma cidade pronta para receber gente com dinheiro, muito dinheiro. E isso resulta em quê? Bom, a resposta nos já sabemos, ela esteve nos olhos de todos em maio de 2007, com a operação Moeda Verde, da Polícia Federal.

Aliás, pensando bem... Não troco um chope com os amigos num barzinho qualquer por nenhum "ponto turístico" da reportagem.

6 de janeiro de 2009

Foi engraçado quando nos encontramos. Na verdade é só maneira de falar, foi sim estranho. Tudo bem, tinha muito mais gente, o local cheio. Porém mesmo assim é complicado assimilar que tudo que foi passado hoje virou apenas passado.
Ela chegou bem depois de mim. Sentou numa mesa ao lado da minha, a turma é grande. Cumprimentamo-nos normalmente, até porque poucos ali sequer sabiam o que tinha passado. Estava com um vestido preto, o all-star que muitas vezes combinava com o meu. Uma faixa segurava os cabelos, agora curtos; foi comprada em palermo, quando viajamos juntos. Senta-se, está sorridente. Acende o cigarro fino, pede o cinzeiro ao garçom de forma quiça provocante, como sempre fazia. Divertia-se com isso.
Conheço-a bem. Sei que está só, mas não faço nada. Parece um pouco deslocada, mesmo conhecendo todos que ali estão há anos. Se as coisas aconteceram como aconteceram, não cabe a mim hoje mudar nada. Assim é a vida. É meio orgulhoso isso, penso. Até pode ser, mas fazer o quê. Também gostaria que fosse de outra maneira.
Volto e meia olho-a, sempre disfarçadamente. Acho que ela faz o mesmo. Alguém me chama na outra mesa, há uma cadeira vaga. Vou, seria chato não fazê-lo, somos adultos. Sento ao seu lado. Ela sopra fumaça na minha cara, como sempre fazia, principalmente na cama. Com certeza já ultrapassou sua cota, dois uísques são bastante para ela. Não falo nada, não tenho nada com isso. Distraímo-nos, a conversa é boa, não é sempre que se juntam tantos amigos. Toda semana deveria ser aniversário de alguém.
O ocupante da cadeira que invadi retorna. Ri, me empurra para o lado e pega outra. Estamos bem próximos. Seu perfume é sempre o mesmo, não foi a toa que acertei o presente no último aniversário. Admiro sua espádua, as alças do vestido que tantas vezes tirei. Aproveitamos bastante um ao outro. Não havia coisa melhor do que esperá-la, enquanto, de costas, virava-se lentamente ao passo que revelava seu corpo e caminhava até a cama. Estaria usando aquele sutiã com listras brancas e pretas? Não sei, nem saberei.
Não queria que as coisas fossem assim. Não escolho como elas são. Da próxima vez que nos vermos, quem sabe.
Chegou 2009. Estamos, como já falado, num ritmo ainda lento - afinal aquelas monografias deram bastante trabalho. Porém, reestabeleceremos (espero) o andamento normal deste blog. Até porque, por enquando não somos jornalistas nem estudante (sim, um bando de desocupados).
Se fosse fazer uma dessas previsões de televisão, diria que 2009 é o ano dos aspirantes.
Ah, para de falar merda e vai escrever.
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