10 de Julho de 2009

Fui a pé mesmo, até o floripa music hall, na última quarta-feira. Desde 2001 caetano veloso não vinha até a ilha - em 2006 chegou a marcar um show na arena multiuso de são josé, adiou e no fim não veio. Chego relativamente cedo, pouco antes das nove, porém não o suficiente para pegar as melhores colocações na área vip. Tudo bem, o que me incomoda na verdade é a ausência de assentos. Na compra do ingresso me informaram que o local tinha capacidade para 180 pessoas e 150 cadeiras (na hora vejo que são banquetas bombo). Porém de jeito nenhum há esse número ali. Após um papo com o gerente, este aliás muito solícito, eu e meu pai ganhamos uma mesa e dois bancos.

Espero até 10 horas andando pelo local, por sinal bem interessante, e ouvindo músicas chatas em alto volume. Com um atraso duns 12 minutos a banda cê sobe ao palco, por último caetano com um agasalho cinza e calça azul. Segue-se então uma hora e meia de show, tocando seu último álbum "zii e zie" quase inteiro, mas também trem das cores, força estranha e objeto não identificado. Caê não cança de apresentar os excelentes músicos que o acompanham, marcelo callado (bateria), ricardo dias gomes (baixo/teclado), e o amigo de seu filho moreno, pedro sá (guitarra). Pedro, inclusive, acompanha-o desde "noites do norte", lançado em 2000. Várias vezes vai até o fundo do palco, quase atrás da bateria, deixando à platéia seus pupilos. A ótima surpresa do show foi quando tocaram água, de kassin+2. Além, o cantor baiano lembrou tarado, parceria sua com jorge mautner, presente no disco "eu não peço desculpa".

Já a parte negativa do espetáculo ficou por conta da platéia, que tem dinheiro para pagar o ingresso do show mas não educação para assisti-lo. Durante todo tempo um falatório incessante; pessoas tirando fotos (próprias, para por no orkut talvez); tomando espumante, fazendo barulho. Como valéria rivoire colocou muito bem no dc de hoje, portavam-se como numa churrascaria, e caetano no palco fosse um detalhe. O floripa music hall é interessante, seu público uma lástima. Até bêbado chato, tipo esses de jogo de futebol, tinha.


Por mais que eu não soubesse todas as canções do "zii e zie", sabia que a apresentação era esta e estas as músicas tocadas. Todavia, os "grã-finos" presentes pareciam ter ido lá para ver um caetano vida e obra. Ora, quer escutar sucessos, compre uma coletânea e fique em casa. Se saio de casa para ver o caetano, é para chegar no local, vê-lo e ir embora. Não para discutir coisas supérfluas, comer batata frita ou qualquer coisa do tipo.


Imagino que essa falta de interação interferiu um pouco, resultando quiçá no mini-bis com apenas três músicas. Terminado o show, caetano e os músicos mal ficaram no camarim, seguindo direto para o hotel. Uma pena. Queria dizê-lo que gostei da apresentação e mandar um recado para moreno, domenico e kassin: por favor, toquem em florianópolis!
Calma lá, pessoal do sportv. O avaí (bem como seu adversário) ainda não caiu. E nem vamos!


6 de Julho de 2009







Vans/Mox series - pour femmes.













Bosta de jogo. Mas, também, o que esperar quando os dois times aos quais se torce jogam? Não fui na torcida do palmeiras, embora soubesse cada uma daquelas músicas. Por ser ilhéu, fiquei no setor dos avaianos, mas sem a empolgação de qualquer outro jogo. Não vibrei, não procurei camisas (como sempre faço em jogos do verdão), não fui com o manto azurra. Enfim, uma bosta mesmo, que, porém, espero assistir novamente em 2010. Claro, pois o avaí precisa permanecer na séria a.
E esse é outro ponto contundente. Acesso, título estadual, porém a equipe manteve-se igual. Só que série a não é série b - frase pode parecer idiota, todavia os cartolas avaianos devem desconhecê-la. Até agora o avaí fazia grande partidas, mas não ganhava nenhuma. O duelo contra os juniores do cruzeiro foi um alerta, e ontem outra péssima atuação. Dessas que alguém pode dizer "era um bando em campo".
Trinta anos esperando, uma imensa torcida que jamais deixou de apoiar o clube nos anos de segunda divisão, e agora vemos isto? Qual preparação foi feita para a disputa desse brasileiro? Com certeza a massa avaiana não merece um bate-volta em 2009.
ps. com valdívia e kléber ano que vem, que time.

3 de Julho de 2009

twitter.com/pedromox

Pois é, isso que eu não ligo para computador...
Um programa bacana, se não levarmos em conta o futebol. Foi a impressão que deixou o amistoso entre amigos do jô e amigos do robinho, ontem à noite, no estádio orlando scarpelli. Sob um frio de 20º, um bom número de pessoas compareceu à partida. Apesar - ou por causa - da greve de ônibus, o trânsito estava tranqüilo, inclusive na ponte. O que me fez chegar quase uma hora antes do jogo. Pela primeira vez sentei na arquibancada central do scarpelli, afinal sempre fui lá na condição de visitante. O desfile de camisas chama atenção: em primeiro lugar, claro, figueirense. Mas não faltou palmeiras, são paulo, corinthians, flamengo, seleção... quatro garotas intrépidas usavam o fardamento avaiano, o que gerou algumas piadas ao entrarem. Notavelmente a maioria ali era figueira, porém os avaianos não deixaram de comparecer ao jogo que ajudou o cepon (centro de pesquisas oncológicas) e instituto figueirense de assistência social.
Com atraso de 20 minutos, entraram em campo os jogadores. Além dos "donos" dos times, vágner love, andré santos, gil e diego também participaram. O ex-lateral do figueirense foi um dos mais prestigiados pela torcida da equipe que o revelou. Além, o trio feminino era outro atrativo à parte, e em certos momentos de fato era mais interessante olhar a árbitra e suas assistentes do que os atletas. Isso porque, dado o apito inicial, viu-se um duelo parado, com poucos lances bonitos e vários erros dignos de peladas. A exceção foi vágner love, que jogou como se dunga estivesse vendo-o. O primeiro tempo terminou 4x0 para o time de jô, que na volta do intevalo levou cinco. Empatou, porém minha previsão de 5x5 foi quebrada com o sexto gol, assinalado por robinho (se bem lembro).
Ora, não pense que estou cobrando demais, é bem verdade que todos estão descansando, em férias e sem treino. Todavia, o público seguramente queria ver um pouco mais. Ainda assim, sempre é um bom passeio ver atletas que seguramente não jogarão o brasileiro tão cedo.

30 de Junho de 2009


prece gialla.

26 de Junho de 2009

Não podia deixar de contribuir coa cobertura do blog. Entretanto, deixo apenas uma lembrança do cara que dançava como ninguém faz igual. Estava entre duas músicas para colocar aqui: o balanço de "rock with you" ou a clássica calçada luminosa de "billie jean". Como o samuel já colocou uma, deixo a ótima "rock with you", do dançante álbum off the wall, de 1979, que "só" vendeu 11 milhões de cópias.



Michael Jackson - a lenda

Caros leitores, fiquem bem atentos. A morte de Michael Jackson é um evento comparável ao falecimento de outros dois ícones da música, Elvis Presley e John Lennon. Ainda que sejam atos tristes, no dia de hoje e nos que se seguirão, estaremos vivendo um momento histórico na cultura pop mundial. A diferença, que valerá para nós hoje, é que o Rei do Pop nos deixou num momento onde o mundo se fala em segundos, por uma merreca, sem a necessidade dos meios de comunicação tradicionais.

Até o momento, além da avalanche de sites e blogs tratando do assunto, duas informações já me chamam a atenção. Segundo o site da MTV Brasil, 30% de todos os posts do Twitter falam sobre Michael Jackson. Outra informação é que menos no momento em que escrevo isto, seis entre os 10 álbuns mais vendidos no iTunes, da Apple, são do cantor. A mesma proporção também para videoclipes baixados no programa. Não duvido que pela manhã ele esteja sozinho em ambas as listas. Jogada de marketing? Talvez, veremos quem vai capitalizar mais com a notícia.

Para os fãs de plantão da MTV (há tempos, já não sou mais um deles), ficam três vídeos que me assustaram. Penélope Nova dando a notícia em seu programa ao vivo, MTV na Rua. Que coisa bizarra. Até entendo o choque com o fato, mas convenhamos que foi absolutamente sem noção. Prestem atenção na platéia que fica sem ação, duvidando do que ela diz. Ao fundo, ouvem-se reclamações pela forma como a apresentadora trata o assunto. E ainda tem gente contra o diploma de jornalismo... Façam-me o favor.







25 de Junho de 2009

Por um jornalismo mais rock n' roll (luto)



Aos 50 anos, o maior artista pop da história deixa o mundo. Michael Jackson morreu no início dessa noite (horário de Brasília), em Los Angeles. Segundo as primeiras informações, o cantor teria sofrido uma parada cardíaca.

Nos anos 80, com o álbum "Thriller" Michael atingiu padrões de venda jamais imaginados e alcançados por qualquer outro artista. Mais de 20 anos depois do lançamento desse álbum ninguém conseguiu superar seu sucesso. Na década seguinte, escândalos sexuais envolvendo crianças acabaram o transformando de mito venerável em monstro. Sua carreira musical se iniciou no começo dos anos 70, cantando com seus irmãos no grupo The Jackson's 5.

De garotinho e ídolo do pop a uma criatura bizarra e excêntrica, de negro a branco, de milionário detentor dos direitos autorais das músicas dos Beatles a um cantor quase esquecido e falido, Michael Jackson deixa três filhos e um desafio: haverá alguém capaz de lhe tirar a coroa de Rei do Pop?

(No vídeo, clássica apresentação na Motown, onde Michael apresentou pela primeira vez seu famoso passo de dança conhecido como Moonwalk)

Para quem é do tempo do super nintendo e mega-drive. Um dia terei os dois consoles montados e funcionando impecávelmente no meu quarto.

24 de Junho de 2009

Abro o índice de blogs do estadão, buscando o de marcelo rubens paiva. A lista até é interessante, e acabo descobrindo o blog da foto. Trata-se do blog dos fotógrafos do jornal, no qual mostram seus instantâneos e contam como foram feitos. Bastante legal.
Ah, no do marcelo rubens paiva o assunto é novamente o diploma. Ele acha dispensável a formação superior. Assim como meu primo, também jornalista e também marcelo (só que brandão), colunista do jornal do brasil. Já havia comentado no blog deste durante a tarde, e acabei reutilizando o comentário no daquele. Não faz mal, a idéia é a mesma. Eles não se importarão.
Acabei de ler na págnina da fenaj:

Um dia após a derrubada, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), da exigência de diploma como requisito para o exercício profissional do Jornalismo, o presidente da corte, Gilmar Mendes, declarou à imprensa que outras profissões poderão ter a exigência de diploma questionada judicialmente. Para o ministro presidente, só se salvariam da sanha desregulamentadora profissões como as ligadas à área de saúde, engenharia, a advocacia e a magistratura.
Engraçado, não entendi a inclusão da advocacia e magistratura. Se até os anos 60 existia a atuação de rábulas (pessoa que advoga sem ser formada em Direito) no país, aproveitemos o momento para extinguir a obrigação bacharelado em direito. Vamos lá senhor presidente do supremo, mostre que é macho mesmo. Tenho inclusive uma sugestão: qualquer pessoa de caráter inquestionável, boa índole e antecedentes impecáveis - como eu - pode ser juiz. E nem faço questão de ganhar os 30 contos por mês, fora as mordomias.
Demorou. Tanto quanto uma postagem nesse blog. E agora, com um atraso proporcional, vai a postagem quase "comemorativa" à primeira vitória do avaí na série a. Vitória que saiu no último minuto, afinal nada é fácil na vida da nação azurra.
Jogando bem, o time faz dois a zero no fluminense só no primeiro tempo. Dá impressão que goleará. Contudo, o filme se repete, e na segunda etapa a equipe da ilha cede o empate. "De novo não", é o que a maioria deve ter pensado. Até o chute do meio da rua de léo gago, fazendo o gol mais bonito da rodada. Em confrontos contra flamengo e são paulo, jogando muito bem o resultado não veio. No último domingo, em um segundo tempo não tão feliz, 3x2 e três pontos na conta.
Se nas próximas o bom futebol se aliar à vitória, quem sabe o avaí não fique mais cinco jogos sem ganhar. Tomara.