26.723,13=novo salário do congresso, presidente e demais abutres.
594x26.723,13=15.873.539,20!
Só tirando um por um do "prato pra cima" e do "prato pra baixo" em fila indiana direto pro paredão.
Três repórteres, um blog e poucas postagens... =D
Ontem, seis de dezembro de 10, foram conhecidos os ganhadores dos prêmios relativos aos melhores do campeonato brasileiro. Até 2004, o único – e na minha opinião – mais importante troféu era a bola de prata da revista Placar. A partir de 05 a CBF resolveu também ter uma premiação e surgiu o craque do brasileirão. Ano passado o canal por assinatura Sportv inaugurou o troféu Armando Nogueira. Diferente dos dois primeiros, o AN premia as melhores médias, não fazendo uma escolha por posição. O que há é a montagem de uma “seleção” com os jogadores que atingiram a melhor média em cada posição, não significando qualquer prêmio.
No prêmio de Placar, jornalistas assistem todas as partidas do campeonato, atribuindo notas de 0 a 10 aos jogadores. Ao final, os que alcançam melhores médias são contemplados. Fórmula igual foi escolhida para a definição do vencedor do Sportv. Já o craque do brasileirão é escolhido mediante votação, na qual participam jornalistas, jogadores e treinadores. Os jogadores normalmente são escolhidos no mês de novembro.
Porém, deixando um pouco de lado todo este preâmbulo, ao que interessa. O bola de prata aconteceu em São Paulo, no Museu do Futebol, no início da tarde, e foi transmitido pela ESPN. O craque do brasileiro foi à noite, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, e teve transmissão da Sportv. A primeira cerimônia foi relativamente curta, sem frescuras nem delongas. No pequeno auditório jogadores que receberiam a bola, bem como os responsáveis pela entrega, e jornalistas. A segunda teve o Municipal lotado – políticos, cartolas e alguns jogadores - shows musicais, mágica, discursos, homenagens, enfim.
Fica clara a diferença, para mim pelo menos. Placar premia os melhores da competição, ponto. No Rio, o negócio é bajular a confederação brasileira de futebol. Seu presidente, chamado ao palco, foi vaiado pela “turma do fundão” – torcedores que foram privados de ver seu time levantar a taça legitimamente no gramado; afinal ela foi erguida ontem à noite por Fred, Conca e cia, horas depois de ter-se sagrado campeão. E, se duvidar, por alguns espectadores mais renomados. Nos discursos, uma tentativa de mostrar como nosso campeonato está maravilhoso, não tem problemas(?) e o país está pronto para receber a copa do mundo(??). Problemas, com organização, estrutura, maracutaias financeiras? Ora, deixem isto para o mundial passado.
Mas, tratando do futebol, que realmente interessa. As divergências entre escolhas foram mínimas. Quiçá apenas existiram pela diferença de critérios quanto ao posicionamento. Minhas escolhas não fugiriam destes que aí aparecem.
Eis a bola de prata: Fábio (Cruzeiro), Mariano (Fluminense), Chicão (Corinthians), Alex Silva (São Paulo), Roberto Carlos (Corinthians); Elias (Corinthians), Jucilei (Corinthians), Conca (Fluminense), Montillo (Cruzeiro); Neymar (Santos), Jonas (Grêmio). Bola de ouro: Conca.
Craque do brasileirão: Fábio, Mariano, Dedé (Vasco), Miranda (São Paulo), Roberto Carlos; Jucilei, Elias, Montillo, Conca; Neymar, Jonas. Craque do campeonato: Conca.
Troféu Armando Nogueira (levando em conta os mais bem avaliados por posição): Victor (Grêmio), Gabriel (Grêmio), Alex Silva, Dedé, Roberto Carlos; Elias, D’Alessandro (Internacional), Montillo, Conca; Neymar, Ricardo Oliveira (São Paulo). O troféu ficou Montillo, que obteve a melhor média.
A fila, como sempre, é grande. Parte do empenho que todo avaiano precisa enfrentar para ver seu time em campo. Porém, no último domingo, acho que estava um pouco maior. Não é todo dia que a ressacada recebe 16 mil espectadores. O jogo contra o corinthians adquiriu grande rivalidade após a série b do ano passado, principalmente pela confusão entre os jogadores. Em 2009, no turno, 0x0 com alguns impedimentos que prejudicaram o leão. Contudo, todas essas partidas foram marcadas por bons jogos, deveras disputados.
Ao entrar no setor b, noto a parte destinada aos visitantes lotada. Imaginei que não caberia mais ninguém, porém faltando uns 15 minutos para o início do jogo chegam cinco ônibus da gaviões da fiel. A galinhada veio em peso, um sério risco à segurança pública da cidade. Brincadeira, é só para não perder a piada. Fizeram uma bonita festa, e ainda tiveram que escutar "silêncio" da massa azurra
A partida pode ser resumida da seguinte forma: o avaí jogou 70 minutos, o timinho 20. Apagado, ronaldo mais reclamou do que participou. Felipe evitou um fiasco maior, enquando caio e willian jogaram tudo que sabem. Festa na ilha, pintada de azul e branco com mais uma façanha da equipe montada por silas. Parabéns, avaí.
ps. não há como esconder que eu preferia não escrever essa ladainha toda e simplesmente dizer: toma gambazada! Mas é melhor manter o foco jornalístico, senão é capaz que não arrume emprego mesmo.
