29 de junho de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional
*Copa América 07
-Na minha opinião o 5x0 do Paraguai sobre a Colômbia foi um pouco injunsto. O jogo, que abriu o grupo C, foi em Maracaibo. Após o time colombiano perder um pênalti com Dominguez o paraguai passou a atacar mais, e contou com noite inpirada de Roque Santa Cruz. O primeiro tempo acabou com um tento para os paraguaios, que aos 20 segundos da etapa final fizeram o segundo gol. A partir daí o ficou um pouco equilibrado, coas duas equipes dando a impressão que aquele placar estava de bom tamanho. Contudo,diante da passividade colombiana os gols sairam quase naturalmente. Roque fez o terceiro, e Cabañas - que entrera no segundo tempo - fechou a goleada. Não direi que a Colômbia fez muita coisa, mas também não era para cinco.
-A segunda partida do dia colocou frente a frente Argentina e Estados Unidos. Os ianques abriram o placar com um gol de pênalti de Johnson. O empate veio dois minutos depois, Riquelme cobrou falta e Crespo aproveitou a sobra. No segundo tempo Aimar substituiu Cambiasso e a pressão gringa aumentou. Crespo marcou o segundo após passe de Messe; Aimar cabeçeou e fez o terceiro; Tevez entrou no final e também anotou. Final Argentina 4x1 Estados Unidos
O onze argentino é muito bom, com vários jogadores consagrados. Mas não me pareceu nada fora do normal.
Cada vez que Messi tocava na bola era ovacionado pela torcida. O garoto do Barça fez boa partida. A entrada de Aimar devia acontecer antes do jogo começar. Cambiasso que fique no banco, não o acho jogador de seleção.

Porque o jornalismo ainda tem salvação

Mika Brzezinski, co-âncora do jornal "Morning Joe, da MSNBC, canal americano, fez o que muitos âncoras de tv deveriam ter a coragem de fazer um dia. Ela recusou começar o seu boletim no jornal matutino com a notícia sobre a soltura da socialite americana Paris Hilton. Ela tentou queimar o roteiro com a notícia no ar, em forma de protesto.

Para ela, a socialite americana não deveria ser a principal notícia do jornal. A postura, que deve ser aplaudida de pé por todos os que consideram que ainda pode haver um jornalismo sério, foi criticada no ar por seus dois companheiros de bancada.

Mika mostrou que o jornalismo americano ainda tem salvação e que a semente plantada pelo new journalism na década de 60 ainda existe, mesmo em uma das mídias mais controladas do mundo.

Parabéns a ela.

28 de junho de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional
*Copa América 07

- Começou mal para o Brasil a 39ª do torneio continental. Jogando muito bem o México derrotou o onze canarinho por dois tentos a zero.
-Logo no início o Brasil deu mostras que apresentaria um bom futebol, mas o decorrer do primeiro tempo mostrou o oposto. O time mexicano trabalhou bem a bola e, principalmente, fez ótima marcação. Contra um adversário passivo, bastaram 23 minutos para Castillo fazer uma pintura de gol. Com 29 min, Diego saiu jogando errado, perdeu a bola e fez falta. Enquanto Morales ajeitava pensei "2x0". Não deu outra, Doni nem saiu na foto.
-Na segunda etapa Dunga trocou Elano e Diego por Ânderson e Afonso. A partida ficou mais equilibrada, com chances para os dois lados. Brasil criava mais jogadas ofensivas, mas nada de exepcional. Nos acréscimos Castillo ainda perdeu um gol feito.
-Esperava, após o fiasco da copa do mundo, um time com vontade de jogar, aguerrido, disposto. Não foi o que pareceu. Apesar da exelente partida dos mexicanos pouco fez o Brasil para reverter a situação, principalmente na etapa inicial.
-Ótima frente dos mexicanos, rápida e criativa. Juan até deu "sermão". Robinho fez boa partida, com arrancadas e bons passes. As laterais, tão criticadas em 2006, ontem ficaram devendo.
-Impedimento mal marcado no gol de Diego. Ainda estava 0x0, podia dar outros ares à partida.
-Que foi engraçado ver a bandinha dos mexicanos, os dribles e gritos de olé da torcida, ah foi.
-Assisti o jogo na Bandeirantes. Boa narração do Luciano do Vale, não tem "acessos nacionalistas" de outros locutores. Neto é maluco, mas até faz bons comentários. No Sportv PC Vasconcelos e Maurício Noriega estavam no estádio, bem como o repórter Victorino Chermont. Todavia a transmissão era feita do Rio por Luís Carlos Jr. e Alex Escobar. Não custava o canal campeão mandar um narrador realizar toda cobertura direto da Venezuela.
-Antecedeu o jogo do Brasil Equador x Chile, no belo estádio de Cachamay, em Puerto Ordaz. Partida interessante, coas duas equipes se movientando e cinco gols. No final do embate o Chile virou para cima dos equatorianos, 3x2. Domingo que vem o time de Valdívia encara nossa seleção, jogo duro.

26 de junho de 2007

Ilustrada


21 de junho de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional
-Repetindo o que fez em 2003, o Boca ganhou em casa e fora. Fez 2x0 no Grêmio em pleno Olímpico, depois de enfiar três na Bombonera, e sagrou-se hexacampeão - coisa que nossa seleção desperdiçou. O time é agora o segundo maior vencedor da Libertadores. O Independiente, também da Argentina, tem sete.
-Primeiro tempo truncado. O time da casa ensaiva algo que deveria ser uma pressão sobre seu visitante, porém com pouca objetividade. Com a bola no chão o Boca trabalhava com tranquilidade e segurava o máximo que podia qualquer cobrança. No segundo tempo o Grêmio melhorou, começou a chutar de fora da área e dando mostras que podia abrir o marcador. Quem o fez, contudo, foi Riquelme. Golaço. Dali em diante o Boca apenas esperou. Dessa espera veio o segundo gol, também de Riquelme. Restou aos tricolores olhar a festa dos hermanos.
-Riquelme novamente foi o nome da partida. Fez oito gols no torneio, sendo vice-artilheiro. Foi escolhido melhor jogador da Libertadores 2007, título que também ganhou em 03. Jogou muito e mais um pouco.
-Gavilán fez ótima partida. Foi o mais sereno do Grêmio ontem.
-Palermo sofreu, cobrou e manteve a escrita de perdedor de pênaltis. Se bem que não fez a menor diferença.
-Carlos Eduardo poderia ser melhor aproveitado se tivesse alguém do lado nos ataques gremistas.
-Caranta pode não ser lá muito seguro, mas quando exigido mostrou serviço. E fez uma defesa inacreditável, digna de dizer "que cagada!".
-Tuta + Amoroso + Tcheco = Riquelme/2.
-No intervalo a tv mostrou a torcida gremista cantando. Insisto, os gringos agitam mais. Com 20 minutos a torcida incendiava na Bombonera. Com 20 minutos no Olímpico, que é maior, o barulho era menor. Não falo especificamente da torcida ticolor, mas de qualquer time brasuca.
-A final passou na Globo e no Sporv. Como no primeiro jogo, fiquei na emissora aberta, onde estava Cléber Machado. Tino Marcos cobriu o Boca, bom ter um repórter daqui cobrindo o visitante.
-No segundo gol Cléber Machado mal soube o que falar. Sem jeito, só soltou um "e o gol do Boca", bem fraquinho.
-Arbitragem bizonha do Oscar Ruiz.
-Bom para acabar com essas palhaçadas de imortal, time que reverte em casa, etc. Num jogo de altíssimo nível, ganha quem sabe jogar. Se alguém pensva em fazer filme, pode guardar os rolos.
-Chora Grêmio!

14 de junho de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional

- No começo, até que o Grêmio jogou direito. Atacava, o Boca parecia nervoso e não assustava tanto. Porém, lá é a Bombonera. Mesmo não apresentando muito futebol, os argentinos retribuiram o apoio da torcida que cantava insandecida. O primeiro gol chegou antes dos 20 minutos do primeiro tempo, com Palácio. Grêmio despediçou boas chances, Boca também. Contudo o segundo tinha um craque em campo: Juan Román Riquelme. Participou dos três gols e mostrou porque 2 milhões de euros foram desembolsados por seu empréstimo de seis meses. Na segunda etapa o tricolor teve Sandro Goiano expulso numa entrada infantil. O Boca esperava e sabia a hora certa de atacar. Riquelme marcou o segundo de falta e Patrício fechou a conta marcando contra.
Uma coisa é reverter um 3x0 no campeonato estadual, outra é numa final contra um time exepcional. O Grêmio é forte em seu estádio, porém o Boca sabe se defender com muita competência, sem abdicar do ataque. Tem bons jogadores, como Ledesma, Palácio e o inspirado Riquelme, que fará sua despedida do time argentino.
Quando falam da Bombonera, não é exagero. Não há torcida no Brasil que bata os hermanos, os malucos cantam e agitam o tempo inteiro. No início do jogo de ontem o Grêmio deu mostras que poderia complicar, mas numa roubada de bola os torcedores explodiram e empurraram seu onze, que em seguida abriu o marcador.
Um gol impedido, um contra e apenas um "normal". Coisas de final de Libertadores.

10 de junho de 2007


Paulistanas



O rapa ataca na 25 de março



Chegando à 25


Viaduto Santa Efigênia




MASP numa manhã de sábado


Praça da República



Ônibus leva passageiros ao avião em Cumbica 09/06




P.S.: A falta de qualidade das imagens, deve-se à limitação técnica de uma câmera de celular.






7 de junho de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional

-Tanto na decisão quanto no decisivo, a noite foi dos tricolores. Em Florianópolis, Figueirense e Fluminense disputavam a primeira vaga brasileira na Libertadores 07. O 0x0 deixava a taça em Santa Catarina, mas aos três minutos Roger dominou na pequena área e marcou o gol da vitória do Flu.
Não achei que o Figueira acabaria assim. O time fez ótima apresentação no Rio de Janeiro, tem um conjunto mais bem arrumado e jogava em casa. Todavia, o gol logo ao início desarmou a equipe de Mário Sérgio, que substituiu duas vezes ainda no primeiro tempo. Mesmo assim os jogadores não corresponderam, não digo que jogaram mal, mas ficaram aquém do necessário. Nervosismo, a camisa do outro lado, tentativas de explicações não faltarão
Ambos tiveram chances claríssimas de gol. Figueirense dominava o meio campo, tocava a bola; Flu se fechou e investia nos contra ataques. Foi o suficiente para calar 18 mil alvinegros fazer a alegria dos 2 mil tricolores presentes no Scarpelli. Além de aliviar milhares de avaianos, que ontem vestiram a camisa vermelho-grená. Secaram tanto que ao final da partida teve até foguetório.
O Orlando Scarpelli estava com ótimo público, que porém não empurrou muito seu time. Durante a partida os gritos de catarinenses e fluminenses eram equivalentes.
Chora Figueira!
-O Grêmio é um time realmente cagão. Graças ao gol marcado na Vila, está na final da Libertadores. Ao Santos, resta o Brasileiro e tentar não perder meio time para Europa na janela de transferências.
O peixe teve boa postura, porém tomou um gol que não poderia ter tomado. Mesmo atrás no placar, foi atrás e virou para 3x1. Saiu aplaudido pela torcida.
Seja a final contra Boca ou Cúcuta, o jogo do Grêmio será de igual para igual.
Por sinal, enquanto escrevo assisto o jogo que define o outro finalista. Sem dúvidas La Bombonera é alucinante. E a torcida, sem comenários.

1 de junho de 2007

Manifestação 31/5/07

Passa um pouco das seis e meia. O número de estudantes é bem maior do que na segunda-feira. Indo para o terminal vejo dois pelotões, um na esquina da Felipe Schmidt com Deodoro e outro entre o camelô e o mercado público, formando um corredor. Não passa dez minutos de minha chegada e o grupo parte em direção à praça XV. É preciso cuidado, pois o centro cheio de pms, portanto é complicado fugir por ali. Cantam, animados, na frente faixas com dizeres anti-tarifa. Sobem a Arcipreste Paiva, viram na Tenente Silveira, param por breve momento em frente a secretaria da fazenda. Adiante, caminham até a rua Álvaro de Carvalho, onde descem, passam pela Felipe e voltam ao terminal.
O novo destino é a Av. Mauro Ramos, há bom número de estudantes. Passam pela frente da Assembléia. Ali os pms formam um cordão, porém não há qualquer ação senão vaias. No prédio do Senac das janelas inúmeras cabecinhas espiam, enquanto os manifestantes cantam “vem pra luta vem, contra o aumento”. Acredito que a polícia não nos deixaria ocupar as duas pistas, mas a massa compacta de pessoas rapidamente ocupa a avenida inteira. Em todo o percurso duas filas de policiais cercam o movimento. Das janelas, pessoas olham, alguns acenam. “da janela não, a luta é no chão” é um dos bordões repetidos.
Chegando ao Banco Redondo o Choque se posiciona a fim de não descermos em direção à Beira-Mar. Viramos e descemos pela Altamiro Guimarães, o pelotão se posta um pouco à frente do Shopping. Não desço, fico no jardim de um prédio, onde tenho boa visão. Minutos de impasse, são lançadas as duas primeiras bombas da noite. Alguns estudantes retrocedem, outros ficam. Devem passar-se uns 15 min até que o grupo volta ao Banco Redondo. Muitos sentam, o grt está enfileirado junto com o choque, impedindo que se chegue à Beira-Mar. No entanto pms cercam também o acesso à rua Vitor Konder. Tudo fica novamente parado, numa espécie de joguinho para ver quem fica mais tempo. Mas uma hora os milicos cansam, e o pelotão entra em ação. Lançam bombas e caminham, expulsando quem ali estava.
Na correria vejo umas pessoas se abrigando na entrada de um prédio, o qual não recordo o nome. Não titubeio e entro também, estão todos agachados e em silêncio. Sinto um peso, alguém mais resolveu se esconder. Quando levantamos o choque já passou, a maioria – e eu também – passa por ele coas mãos levantadas e corre. Uns policiais falam “vão na paz”. Um jovem rebate, “na paz com se vocês jogam bombas?”. Na correria lixeiros e pontos são depredados.
Houve dispersão, entro na loja de conveniências do posto na esquina da Mauro com Crispim Mira. Compro uma água, jogo na cabeça e tomo. Aguardo, aos poucos começam a se agrupar na entrada da Hercílio Luz. Quando considerável número se faz presente, nova caminhada. Não vejo nenhum policial por perto, apenas umas motos adiante. Ali alguns jovens – dois com camisa da mancha azul – externos ao movimento chutam lixeiros. São vaiados e repreendidos por uma garota. Muros são pichados, a maioria com “2,40 não”.
Sobem a Anita Garibaldi, aparece outro grupinho que descia pela Saldanha Marinho. Na frente da câmara de vereadores temo algum quebra quebra, mas nada acontece. Olho para trás e surpreendo-me, a rua está tomada pelos estudantes – posteriormente ouvi estimativa de 3,5 mil. Surpreendo-me de novo, logo atrás vem duas fileiras do choque e muitos, muitos pms. Passamos pela Catedral, novamente Arcipreste Paiva, Paulo Fontes e chegamos ao terminal. Lá já estão um monte de pms, e aos poucos chegam mais. Tarde para voltar, o grupo tenta diminuir o ritmo. Os pms que vinham por trás lançam bombas de gás, deixando claro que nosso lugar é ali. Um quadrado de policiais nos cerca, não há para onde correr. Só resta sentar e esperar.
Vejo um bolinho de repórteres em volta do que penso ser o comandante da operação. Após breve conversa, um rapaz sai e explica as regras. Um passagem é aberta para quem quiser sair, e os que ficarem podem ficar ali. A primeira alternativa é vaiada, a segunda comemorada. Contudo, sem mais o que fazer, aos poucos o pessoal vai indo embora. Uma turma com berimbaus e atabaques, que jogava capoeira na avenida, é pressionada pelo pelotão, que avança. Não saem, tocam o bis e encerram a apresentação. Aos poucos retiram-se da pista. Agora a calçada do meio está tomada também por milicos. Numa correriazinha, acho que estão levando alguém. Corro para fotografar. Não dá cinco segundos e um pm baixo, de cabelo grisalho pede minha identificação.
Falo a mesma coisa de sempre, guardo a câmera e tiro a carteirinha da faculdade. Ele diz que tudo bem, mas se eu não tiver documento serei preso porque fotografei uma área de segurança (?). Quer pega-la, reluto mas entrego. Nisso vem um pm mais alto, - nenhum porta identificação - cabelo bem curto, dando esporro, que é para eu não fazer confusão, que devo respeitar o policial – Nisso minha carteirinha está no chão, não vi se caiu ou se um terceiro jogou. O grisalho junta e me devolve – que posso ser preso por desacato. Digo que ele é que está nervoso. Minha vontade é mandar o filho da puta tomar no cú. Tiro o chapéu e falo “sim senho”, numa reverência sarcástica. O primeiro fala que aquilo não vale nada e sai. Vou atrás e pergunto que tipo de identificação devo levar. Ele responde que eu estava numa área de segurança, por isso não poderia fotografar. Pergunto que porra é essa – não com esses termos. Ele ia começando a responder quando há novo rolinho. Me manda sair, volto para calçada do terminal.
A cavalaria foi embora, só ficou o cheiro de bosta dos cavalos. Há realmente muitos pms, que aos poucos se vão. Uma tropinha entra no terminal, de certo não sobrou lugar para eles no busão da polícia. As pistas são liberadas, 10h58 meu ônibus arranca.
Fragmento da capa do Corriere della Sera de hoje. É,não é privilégio do Brasil...

31 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- Noite decisiva. No Maracanã, empate em 1x1 entre Fluminense e Figueirense. Bom resultado para o time catarinense, que com uma partida sem gols no Scarpelli leva a taça.

O Figueira entrou para segurar um empate, com apenas um atacante. Foi competente na maioria do jogo, e quando falhou contou com erros bizonhos do Flu, como o chute do lateral Ivan nos primeiros minutos.

Aliás, o tricolor abusou de perder gols, ora por incompetência, ora pela qualidade de Wilson. Numa decisão, tais erros não podem acontecer, e o Fluminense pode pagar caro no jogo de Florianópolis.

Tem toda condição o alvinegro de levar a Copa do Brasil para Santa Catarina. Tem um time bem arrumado, ontem não demostrou a ineficácia do jogo contra o Botafogo. Já o Fluminense não apresenta nem metade do que pretendia ser, Renato Gaúcho ainda não conseguiu dar uma cara à equipe.
Santa Catarina tem tudo para ser bi na CB.
- Num Olímpico cheio, o frio parece ter congelado o Santos. 2x0 foi pouco, pela apatia apresentada pelo peixe. O Grêmio adiantou a marcação, deixando seu adversário sem espaços. E estava noite inspirada.
Mais uma vez, quem deveria jogar não o fez. Não é a primeira partida que Zé Roberto,Kléber e Cléber Santana deixam a desejar. E quando isso acontece, o alvinegro é perfeitamente "batível". Luxemburgo sabe que sua equipe foi muito mal, assumindo que dois foi pouco. Tem uma semana para corrigir o time.
Em dois jogos o Santos vinha de situação adversa e reverteu na Vila. Quarta que vem não será diferente, com o estádio lotado irá para cima do tricolor e, feito o primeiro, será difícil segurar o ímpeto santista. Todavia, o Santos não pode esquecer que o Grêmio está com a vantagem, e sabe se defender sem abdicar da partida.

29 de maio de 2007

Sob (quase) nova direção



Este post é específico para aqueles (se é que existe alguém) que lêem eventualmente este blog.

É tempo de mudança aqui. Não sabemos ainda se pra melhor ou pior. Só o que sabemos é que, como os leitores podem constatar nos arquivos, era pouca a contribuição dos aspirantes originais aqui no blog.

Por isso, em reunião. as três pessoas que constam agora ali no lado como colaboradores decidiram por unanimidade fazer um último apelo para que todos os integrantes da nossa turma da 5ª fase de jornalismo, nos ajudassem com suas produções para manter um ritmo constante de atualizações no blog.

Contudo, depois de termos recebido apenas uma única resposta, a qual, infelizmente, ficou apenas nas palavras, percebemos que, sendo poucos os que nos ajudam a construir isso aqui, seria melhor que apenas os nossos nomes continuassem no blog. Explico melhor: não consideramos justo que apenas três pessoas montem o site, criem conteúdo para ele e no fim das contas, como o nome de todos está ali, fica implícito, para os que não lêem os arquivos ou só passam aqui de vez em quando, que todos ajudam a manter o blog.

Antes que o leitor pense que não vamos continuar com ele, faço uma ressalva: O BLOG CONTINUA. Todavia, apenas esses três aí do lado é que vão ter os seus nomes mantidos.

Caso haja alguém aí do outro lado,

Um abraço



Cheguei passava um pouco das seis e meia, acho. Os estudantes estavam na Paulo Fontes, ocupavam a pista que leva ao túnel. Estávamos cercados de uma lado pelo grt, do outro por um pelotão de pms. Não demorou muito a outra pista foi fechada. Uns jovens jogavam bola, outros cantavam e seguravam cartazes contra a rbs. Uma mulher dá esporro num grupo de quatro policiais que estavam na frente da tropa, diz que não tem coragem para enfrenter bandidos de verdade e ficam só atrás de estudantes. Depois de talvez um pouco mais de uma hora ali parado, fizeram uma assembléia para decidir o rumo do protesto. A primeira decisão foi o túnel, mas percebendo a merda que seria, fomos para a Mauro Ramos. Não havia muitas pessoas, na verdade mais pro final tinha até mais hômi do que estudante.

Foram andando pela rua, cantando, sempre seguidos de perto por um contingente absurdo. Na frente do IEE reduzem, mas não tem mais ninguém no colégio. Ocupamos as duas pistas, alguns carros ficam presos. Adiante a polícia já prepara desvios e a avenida fica livre. – pausa. Se no Iron Man tive que comprar filme, hoje meu cartão de memória estava com uma porção de fotos só tinha mais 20 poses. Dou um pulo em casa, descarrego-as no pc, o que leva 11 minutos. Troco as pilhas, tiro a camisa de veludo, estava calor naquela correria –. De volta à rua, não sei aonde foram. Suponho que voltarão ao terminal pela Beira-Mar. Sigo nessa direção, porém uso a cabeça e o celular. Meu amigo confirma, estão na frente do shopping. Sigo numa velocidade boa, contudo quando chego lá chego percebo que eles marcham, estão bem para frente. Fico espantado com a quantidade de pessoas, nem conseguiram fechar uma pista da avenida.
Vou atrás, o relógio informa 14º, contudo estou com calor. Os manifestantes ocupam apenas a ciclovia, quem interdita a pista de fora é o batalhão da pm. No Koxixo’s as luzes de alguns postes apagam. Vejo um cara descer à praia, pega um pedaço de pau. O guarda manda jogar fora, ele diz que é para bater num tambor, razão que não convence o meganha.
Na frente da casa do governador os policiais devem ter achado que faríamos alguma coisa e se posicionaram em duas fileiras, uma na pista, formada pelos pms e outra no canteiro que divide as pistas, com o grt. Achando que daria alguma coisa, fui para o canteiro, pois ficaria de frente para a ação. Fiz umas fotos, não deu em nada e quando me dou conta tem um cara me fotografando Botei a mão na frente da lente e perguntei qual era a dele. Questionou de onde eu era, eu muito burro falei jornalista, do jornal laboratório da facu, mostrei carteirinha e tal. – Tou fazendo meu trabalho – falei. – Eu também, também sou jornalista – diz ele. Perguntei da onde, ele fez uma voz de riso forçado e disse “sou do jornal do batalhão”. Eu – Que que tu vai fazer com essas fotos? –. – dependo do que tu fizer com as tuas –. Enquanto isso, passavam os carros do grt, com os soldados todos encapuzados. Do carro gritavam “vai fotografar o cú da tua irmã, vai pra casa seu filho da puta”. Ainda mandei eles tomarem cú,e mostrei o dedo do meio. Puto com minha própria burrice, voltei à fila que seguia em frente.
No viaduto das três pontes nova tensão, mas nada acontece. Subo no elevado para fazer fotos, lá embaixo uns berram que “tem p2 no elevado”. Hahaha, só falta me chamarem de p2 agora. Quero que os meganhas vão tudo tomar no cú, bando de filhos da puta. Claro, há muitos bons policiais, os quais respeito pelo trabalho que fazem. Mas xingar um bosta dum moleque que fotografa a manifestação, aí fiquei com raiva mesmo. E aquele p2 filho da puta, tirou uma foto minha, a vontade era de espancar o viado até desmaiar.
Chegando no Titri atravessam a avenida, param num gramado para decidir o futuro da ação. Um cara, que para mim era p2, é questionado por duas garotas. Ele se explica, mostra identidade, ela acredita. Não me convenceu, aquilo tava infestado de milico disfarçado. Um garoto do passe-livre sugere encerrar por ali, afinal entrar em confronto àquela hora seria burrice. Ouço um cara fala que “esse pesssoal do mpl só atrasa mesmo”. Felicito-me pela idéia do rapaz, não estou afim de apanhar a toa. Sugestões de ir para Ufsc ou invadir o Titri. Uma menina pega o microfone, “uma decisão não anula a outra, vamos pra Federal e lá fazemos o catracasso”. O pessoal aprova, eu também. Vamos por umas ruzinhas até a Lauro Linhares, os pelotões seguem de perto. Nessa altura já não estou preocupado em fazer fotos, ver o que acontece, quero que acabe logo. Talvez pela coisa não estar tão tranqüila quanto parecia, começam a cantar o hino nacional. Um rapaz grita “pra que esse patriotismo?”.
Na frente do Frango & Fritas uns três carros do grt – ou ppt, não sei agora, mas dá na mesmo – sobem em velocidade. Por pouco não batem em nenhum estudante, cantam pneus como parte do teatrinho. Chegando ao Comper vejo como meu preparo físico está bom, afinal andei um bocado. Como pms não podem entrar na universidade, existe certo relaxamento. Um cara vem me perguntar se fiz fotos dele, do nada estou cercado por três. A essa altura desconfio de qualquer um, e como não quero que pensem que sou policial disfarçado mostro as fotos que fiz “apago qualquer uma que tu quiser”. Ele fala que não precisa, que está tudo bem, diz não ser da pm.
Enquanto descemos o choque vem atrás em posição de combate. Estou perto da rótula do CCE, explode uma bomba de gás. A maioria corre. Não entendo, não faz sentido nos atacarem ali, com o ato quase no fim. Explode a segunda, estou quase no templo ecumênico. Um cara sai detrás duma árvore, berra “vamos lá”. Apanhar de graça não dá, ali não era situação para entrar em confronto. Mesmo porque para eles é muito fácil entrar pelos lados e moer todos nós naquela escuridão.
Aos poucos o pelotão recua, os manifestantes se concentram novamente, no ponto do CCE. Uma moça aparece com dois pedaços de ferro, diz que são a prova que a polícia usou tais artefatos na Ufsc. Entrega a outro cara, este sobe na calçada e anuncia para todos o fato. Palmas. Rápida reunião, os que vão para o centro de um lado, os que vão ao Titri de outro. Fico com os do centro. Desce um volta ao morro, as portas são abertas e todos entram por trás. Não há comentário de motorista ou cobrador. No fundo acho que eles conosco. Alguns temem que a polícia pare o carro, as janelas são fechadas por precaução, caso lancem spray de pimenta. Nada acontece. Percebo que tomei o busão errado, esse é norte. Quase na entrada do túnel um cheiro forte, as janelas são abertas. Olho para trás, está pichado “2,40 não” no fundo do ônibus.
Salto no Ticen, pegarei o volta ao morro das 23h – que é o que acabei de sair. Desamarro o lenço, sento. Contudo só me sinto tranqüilo quando subo as escadas do prédio. Preciso dormir.

28 de maio de 2007

O eco da história

A voz que há 11 anos foi a forma de contestar ecoa até hoje na história da política brasileira. O livro 10 reportagens que abalaram a ditadura é uma obra-prima e prova concreta de que o jornalismo tem seu dever social, investigativo e enunciativo. Os trabalhos reunidos no livro foram resgatados de arquivos de jornais e revistas e trazidos de uma época em que a prática jornalística tinha que ter a audácia e a inteligência de driblar os pilares da censura, rígida e inflexível. Nomes como Ricardo Kotscho, Mylton Severiano, Marcos Sá Corrêa, Luiz Cláudio Cunha, José Carlos de Assis, Eurico Andrade, entre outros, figuram entre os profissionais responsáveis pelas reportagens.
Um período de sofrimento, de abuso de poder e de torturas. Mas apesar de você, amanhã há de ser outro dia, canta Chico. E o jornalismo, com toda certeza, foi arma fundamental para as mudanças. Todas as denúncias se refletem nas palavras e nas entrelinhas de cada apuração jornalística que compõe o livro. Muitos dos textos apresentam sátiras e ironias para levar a mensagem exata ao leitor, de forma provocativa e instigante. Um exemplo disso é a reportagem Mordomias, de Kotscho, em que o jornalista escancara os benefícios de que dispunham os funcionários do governo desde o mandato de Geisel. Foi um avanço marcante para o jornalismo tornar públicos fatos que, mesmo antes da ditadura, não eram de conhecimento da população.
Outra reportagem que merece ser citada é a que trata da morte do jornalista Vladimir Herzog. Em referência ao título de uma obra de Capote (A sangue frio), sob o nome A sangue quente, Mylton Severiano transparece todo o sofrimento e a mobilização da família, dos amigos e colegas de trabalho de Vlado depois do ocorrido. O fato foi uma surpresa desagradável a todos, que contavam com o retorno de Vladimir, mesmo porque ele cumpriu as ordens e se apresentou à polícia. O texto apresenta várias versões do fato e consiste em uma investigação completa, deixando claro que a hipótese mais provável é de que o suicídio tenha sido uma mentira das autoridades.
A ditadura, ao que parece, acabou, mas alguns temas abordados podem ser trazidos para a atualidade. A fome e a falta de prudência por parte de algumas autoridades são pautas que podem e devem permanecer em discussão. O jornalismo deve atentar mais para questões sociais. Se antes a censura ficava por conta dos militares, hoje o que se percebe é que os próprios veículos de comunicação fazem uma espécie de auto-censura, priorizando interesses e a comercialização da informação.
A voz precisa continuar ecoando. E fazendo efeito. 10 reportagens que abalaram a ditadura é um livro organizado por Fernando Molica, o primeiro da série Jornalismo Investigativo; Editora Record.

26 de maio de 2007

A prática de se fazer um jornal instintivo




Em seu livro intitulado “A Arte de fazer um jornal diário” (Contexto, 2003), o jornalista Ricardo Noblat escreve que “a missão do jornalista é informar, ou melhor, contar histórias”. Noblat foi durante vários anos chefe de redação do jornal Correio Braziliense e tem um dos blogs jornalísticos mais acessados e mais confiáveis da Internet brasileira. Neste mesmo livro, o autor defende a tese de que para se fazer uma boa matéria é necessário aos repórteres que dêem mais atenção à forma e ao conteúdo do texto ao espaço e a repercussão que a matéria eventualmente terá na página do jornal. No entanto, falta ao livro de Noblat, esclarecer melhor como se produz um material que possa estar pautado nessas premissas.

Um livro que certamente pode servir como auxílio a essas perguntas é o da, também jornalista, Elvira Lobato, que recebe o título de “Instinto de Repórter” (Publifolha, 2004). Elvira é formada em jornalismo pela UFRJ e, ainda na faculdade, começou a trabalhar nas redações do Jornal do Brasil e do Jornal Opinião. Neste livro, ela traça um roteiro de produção das principais reportagens que fez para a Folha de S. Paulo, jornal onde ela trabalha desde 1984.

Como ela própria diz sobre o livro, “ele é voltado para os jonvens que se preparam para entrar no mercado de trabalho e para os não tão jovens que, como eu (ela), são apaixonados pela profissão”. Neste livro ela descreve como foram produzidas 11 reportagens de sua carreira naquele jornal “levando em conta o grau de dificuldade da apuração e a diversidade de métodos usados para a comprovação dos fatos”.

Ali ela conta como a pesquisa e o interesse do repórter são importantes para a obtenção de certas informações que com certeza poderiam passar despercebidas pelos jornalistas no dia-a-dia das redações. Fala também dos subterfúgios, algumas vezes ilegais, que alguns precisam usar para confirmar a veracidade de uma informação. Entre eles está um dos mais controversos no meio jornalístico: o uso de gravações nas quais o repórter se apresenta com falsa identidade para a fonte.

Ela defende que estes e outros métodos sejam utilizados. Contudo, diz também que é preciso ter cautela quando da escolha desses. Ela propõe um questionamento que alguns jornalistas deveriam considerar antes de aderirem a estas formas de se conseguir uma informação: “o assunto é de interesse público? É jornalísticamente importante? A sociedade ganhará com a revelação desse fato?”. Ainda segundo a autora, caso as respostas sejam afirmativas, ela continua a produção da matéria. Entretanto, pelo que segue no livro, as respostas a estas três perguntas são completamente subjetivas e fica a cargo de cada um decide a seu próprio critério a positividade ou negatividade das respostas a estas perguntas.

Em outro capítulo, ela descreve como foi a descoberta de que o então candidato à presidência, Fernando Collor de Melo, teria usado “mão-de-obra” do estado de Alagoas em sua campanha eleitoral, rumo ao palácio do Planalto. Ali ela conta como as divergências políticas entre as pessoas, facilitaram para que ela confirmasse às acusações. A bancada oposicionista ao partido de Collor, que havia se licenciado do cargo de governador daquele estado, conseguiu diversos documentos que comprovariam o delito.

Outra coisa interessante do livro de Elvira Lobato é que ao final da descrição de como foi produzir cada uma das matérias, a autora coloca os textos que foram publicados à época e, também, outros relativos à repercussão daquela notícia, dando ao leitor uma idéia do que aconteceu com o material que foi exposto no jornal.

No fundo, “Instinto de Repórter” é quase uma aula prática do chamado jornalismo investigativo (ainda que como Elvira Lobato, este autor tenha controvérsias quanto a esta expressão), no sentido em que esmiúça a cobertura de várias matérias sob diferentes formas de apuração. É, portanto, uma leitura complementar a textos como o de Noblat, que ainda que tenham muito conteúdo, às vezes se perdem um pouco devido à paixão pela profissão e deixam, em alguns momentos os leitores (especialmente os aspirantes a jornalistas como este que aqui escreve), reféns de um pouco mais de detalhes de como se dá a prática jornalística na rua.

24 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- Foi uma noite de sorte para vários times. No Rio de Janeiro, o Botafogo pressionou muito o Figueirense, que havia ganho o primeiro jogo por 2x0. Ainda que perdendo diversas chances, o alvinegro carioca fez dois gols ainda no primeiro tempo. Na metade da etapa inicial Mário Sérgio substituiu Diogo por Victor Simões, deixando o furacão mais vulnerável. O Bota teve dois gols erradamente anulados por Ana Paula Oliveira.
No segundo tempo ambas equipes esfriaram, fazendo um jogo mais cadenciado. O time do Rio ainda tinha mais a posse de bola, e o Figueira passou a jogar nos contra-ataques. Tudo indicava que a decisão seria nas cobranças penais, contudo aos 44 min Júlio César errou feio, aceitando o chute de Cleiton Xavier. O gol contra de Vinícius nada mudou, pelo tento marcado fora de casa o Figueira está na final da Copa do Brasil
O futebol do time de SC nem de perto lembrava o apresentado no jogo de Florianópolis. A equipe aceitou a pressão imposta pelo Botafogo, tomou dois que não valeram e pouco agrediu. A garra apresentada foi exemplar, mas para a final o time precisa ser mais regular.
- No outro jogo o Fluminense segurou um empate em 1x1 com o Brasiliense, e é finalista da Copa do Brasil. Porém precisa melhorar bastante. O time do centro-oeste assustou com um gol logo no começo, e fez o Flu se virar para não tomar o segundo. Porém na segunda etapa, com um jogador a mais - Carlos Alberto foi expulso - o time das Laranjeiras empatou. Mesmo com grande disposição do jacaré, o Flu soube segurar o empate.
O tricolor não foi um time organizado ontem, não é um time regular. Renato Gaúcho precisa trabalhar bem a equipe, pois como está não deixa o torcedor nem um pouco tranquilo.
- Na Vila Belmiro o Santos suou para bater o time reserva do América do México. Este veio para se defender, aquele atacava constantemente. Contudo quem marcou primeiro foi o América, obrigando o peixe a fazer dois tentos. Com o time mexicano inteiro na defesa, de tanto tentar - e com a entrada de Pedrinho - o alvinegro praiano melhorou e na metade da etapa final já havia alcançado o resultado necessário. Contra um time que não estava muito afim de jogar futebol.
- Um time profissional que, na disputa de pênaltis, desperdiça duas cobranças é brincadeira.

18 de maio de 2007

Invasão de privacidade


Voyeurismo, sociedade que prioriza a imagem, direcionamento do olhar. No século XXI, a vida é vitrine, observar tem grande valor, o realismo ganha status de estética. Os sistemas de vigilância a que se submete a sociedade são a prova de que a preocupação das autoridades - e de quem mais possui esse “poder de controle” - não está na solução das causas dos problemas, mas sim na tentativa de tapar o sal com a peneira. No dia 25 de abril de 2007, oito projetos de segurança pública, propostos por Aloizio Mercadante, José Serra e Tarso Genro, foram aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça. Um dos projetos prevê o monitoramento eletrônico de presos em regime semi-aberto, aberto, liberdade condicional e saídas temporárias (como, por exemplo, no Natal), além da substituição da prisão preventiva pela “liberdade” monitorada eletronicamente. Para tanto serão distribuídas pulseiras e tornozeleiras com chips, que permitem o acompanhamento das ações dos presos.
Partindo para uma análise mais profunda da situação, é cabível um questionamento ético. Ao centralizar o controle de um grande número de pessoas aos olhos de alguns, de fato esses alguns assumem uma responsabilidade e passam a ter uma autoridade perante os demais. Quais são os critérios para se determinar que alguém pode vir a ter a liberdade de acompanhar todos os passos de outra pessoa, esteja ela na condição em que estiver? Além do fato de que tudo será remetido a um sistema eletrônico. Sistemas podem apresentar falhas e há ainda o fator primordial de que o homem está acima de toda esta parafernália eletrônica. Para câmeras que controlam os homens existem, antes, homens que produzem e controlam as câmeras. A lógica, portanto, é que a humanidade não seja submetida a uma vigilância tão repressora e superficial, mas sim o contrário. A criminalidade não será resolvida através de monitoramento, apenas. O problema será filmado e acompanhado, e não resolvido.
É um passo para 1984 em 2007: George Orwell outrora escreveu a ficção sobre o Big Brother, que controlava toda a população, 24 horas por dia, tanto nas atitudes quanto nos pensamentos. A onipresença do Estado contradiz os direitos garantidos pela Constituição e a democracia ilusória em que vivemos. O argumento a favor dos projetos utilizado pelo senador Aloízio Mercadante é de que “O objetivo é diminuir a superlotação dos presídios, que devem ser destinados a presos perigosos”. Não seria mais eficaz, então, investir o dinheiro, que supostamente será gasto com pulseiras e tornozeleiras, em educação? Termino com as palavras de Renato Russo: disciplina é liberdade.

17 de maio de 2007

Futebolísticas - Uma visão nada imparcial do esporte nacional


- No duelo de alvinegros, deu o de Florianópolis. O Botafogo até começou pressionando, e dava impressão que abriria o placar. Mas quem marcou, e duas vezes, foi o Figueira. Com o decorrer da partida o time do estreito soube administrar o placar, e chegar com perigo ao gol de Julio César.
O Bota não jogou metade do esperado. Sentiu a ausência de Lúcio Flávio, e Dodô. Este, por sinal, poderia ser substituído por um bebedouro. Seria mais útil.

Será um jogo difícil, contudo o Figueirense tem plenas condições de chegar à final da Copa do Brasil.

- No Maracanã enfrentaram-se Fluminense e Brasiliense. O tricolor começou a todo vapor, dando impressão que logo abriria o marcador. Mas quem marcou foi o time do DF, com Rafael Toledo. Mais na raça que na técnica, o Flu conseguiu a virada, acalmando a torcida que ensaiva vaias ao time.
Mesmo sofrendo três tentos, o Brasiliense continuou trabalhando bem a bola, e marcou o segundo. Foi quando o árbitro marcou uma penalidade a favor do time da casa. Carlos Alberto cobrou e Guto defendeu, mas o auxiliar mandou repetir. Na segunda tentativa jogadores das duas equipes invadiram a área, goleiro e batedor repetiram o canto mas o esférico entrou. Final 4x2 para o Fluminense.
- O Grêmio foi a Montevidéu o tomou dois do Defensor. Não jogou nada, e precisa se superar em casa para avançar na Libertadores. Não é impossível, mas o time gaúcho não é tudo isso.
- O Santos não saiu do 0x0 contra o América, na Cidade do México. O time da casa entrou poupando jogadores, mas nem assim o peixe conseguiu tirar vantagem. Errando passes e criando pouco, o time da Vila teve sorte que o adversário, mesmo pressionando, não oferecia perigo.
Luxemburgo deu-se por satisfeito, e um empate realmente não é um mau resultado. Porém, na baixada, o peixe tem obrigação de ganhar. Empates com gols dão a vaga ao time mexicano.
Fundamental é a participação de Zé Roberto e Cléber Santana. Quando não estão bem - como nos jogos contra o Bragantino, pelo paulistão - o Santos perde e muito na organização.
Jogar na Vila Belmiro faz a diferença.


6 de maio de 2007

Futebolísticas – uma visão nada imparcial do esporte nacional

- Em Santa Catarina a Chapecoense conquistou seu terceiro estadual, ao empatar por dois tentos com o Criciúma em pleno Heriberto Hülse. O time do oeste ganhou o primeiro jogo por um tento a zero.

- O Santos pressionou o tempo todo. Acuou o São Caetano em seu campo, que aceito de forma passiva as investidas do alvinegro. Os contra-ataques não deram certo, o goleiro Luiz ainda fez grandes defesas mas não foi suficiente para bloquear o ímpeto santista.
Morais, de apenas 20 anos, saiu do banco para marcar o gol do título.
Destaque ao trabalho de Dorival Júnior. Sem contrato vigente,tem grande chance de ir para outro clube (leia-se Cruzeiro)
Cabe novamente crítica ao regulamento. Cada equipe venceu uma partida pelo mesmo placar. Uma vantagem em minha opinião errada levou a taça para o litoral. Dever-se-ia acontecer a disputa de pênaltis. Se é para ter final com vantagem para um lado, que nem seja feita. Fica só nos pontos corridos.
Se o Palmeiras estivesse nos jogos de mata-mata tudo seria diferente.

-Podendo perder por três, o Atlético fez valer sua vantagem. Levou dois do Cruzeiro e após sete anos conquistou o seu 39º campeonato mineiro.
Jogo equilibrado, ambos os times tiveram boas chances de anotar. O galo entrou com certa displicência, natural pela vantagem que possuía. O time celeste entrou sem vários titulares, com jogadores de base. A expulsão de Luizão por uma tentativa de chute num adversário podia ser evitada com um pouco mais de calma.

- No Rio, após empate em 2x2, Flamengo e Botafogo foram às disputas penais. O rubro-negro ganhou por 4x2.
O Fla teve postura completamente diferente da última quarta-feira. Mais que isso, soube separar as duas competições e entrar com ânimo renovado no carioca. O Bota mostrou porque chegou às finais, com um time bem arrumado.
Bruno foi um dos destaques do jogo, defendendo dois pênaltis e fazendo ótima partida. Dodô também apareceu, marcou um golaço e foi expulso após chutar para o gol com impedimento marcado.
Por sinal, impedimentos mal marcados não faltaram na partida do Maracanã.

- Pelo campeonato paranaense o Paranavaí segurou um 0x0 contra o Paraná em Curitiba. O time da casa muito mais chances de gol, porém quase não leva título. O Paranavaí havia ganhado o primeiro jogo por 1x0 e levou seu primeiro estadual.

- Chora São Caetano, Cruzeiro, Criciúma, Botafogo e Paraná.

3 de maio de 2007

Futebolísticas - uma visão nada imparcial do esporte nacional
- O embate do Morumbi bem que poderia terminar empatado. Tanto São Paulo quanto Grêmio tiveram algumas - talvez aquém do esperado - chances de gol. Os paulistas souberam aproveitar.
Impossível arriscar um palpite. As chances de cada uma das equipes chegar à próxima fase são iguais.
Dagoberto mostrou que chegou para ficar com vaga de titular. Mesmo após cinco meses parado, driblou, chutou e participou do tento marcado pelo São Paulo. Ilsinho não é mau jogador, todavia pensa que é muito melhor do que realmente é.
Chora Amoroso!
- O Figueirense foi valente e arrancou um empate em 2x2 contra o Náutico, após sair perdendo. Em diversos momentos esteve perdido em campo, mas soube se portar como time grande que pretende ser e não se abateu. Mário Sérgio faz grande trabalho.
Já vi muita camisa feia, mas a que o Figueira usou ontem...
- Um Flamengo perdido em campo tomou três do Defensor, em Montevidéu. Podia ser mais, tamanha displiscência do rubro-negro. Agora o time brasileiro precisa fazer quatro gols de diferença para passar às quartas de final. Não é impossível, porém é bem complicado entrar numa partida com obrigação de golear.
Não sei se foi birra ou havia alguma confusão anterior. O fato é que Juninho não fica no Fla.
- O Milan eliminou o Manchester United, na semifinal da copa dos campeões. Partida quase sem graça, os italianos ganharam por 3x0, com belíssimas apresentações de Kaká e Seedorf. A final será em Atenas, dia 23 vindouro. O adversário é o Liverpool que chegou à decisão após eliminar o Chelsea nas cobranças penais.
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