*Copa América 07
Três repórteres, um blog e poucas postagens... =D
29 de junho de 2007
*Copa América 07
Porque o jornalismo ainda tem salvação
Mika Brzezinski, co-âncora do jornal "Morning Joe, da MSNBC, canal americano, fez o que muitos âncoras de tv deveriam ter a coragem de fazer um dia. Ela recusou começar o seu boletim no jornal matutino com a notícia sobre a soltura da socialite americana Paris Hilton. Ela tentou queimar o roteiro com a notícia no ar, em forma de protesto.
Para ela, a socialite americana não deveria ser a principal notícia do jornal. A postura, que deve ser aplaudida de pé por todos os que consideram que ainda pode haver um jornalismo sério, foi criticada no ar por seus dois companheiros de bancada.
Mika mostrou que o jornalismo americano ainda tem salvação e que a semente plantada pelo new journalism na década de 60 ainda existe, mesmo em uma das mídias mais controladas do mundo.
Parabéns a ela.
28 de junho de 2007
26 de junho de 2007
21 de junho de 2007
14 de junho de 2007
10 de junho de 2007
7 de junho de 2007
1 de junho de 2007
Passa um pouco das seis e meia. O número de estudantes é bem maior do que na segunda-feira. Indo para o terminal vejo dois pelotões, um na esquina da Felipe Schmidt com Deodoro e outro entre o camelô e o mercado público, formando um corredor. Não passa dez minutos de minha chegada e o grupo parte em direção à praça XV. É preciso cuidado, pois o centro cheio de pms, portanto é complicado fugir por ali. Cantam, animados, na frente faixas com dizeres anti-tarifa. Sobem a Arcipreste Paiva, viram na Tenente Silveira, param por breve momento em frente a secretaria da fazenda. Adiante, caminham até a rua Álvaro de Carvalho, onde descem, passam pela Felipe e voltam ao terminal.
31 de maio de 2007
29 de maio de 2007
Este post é específico para aqueles (se é que existe alguém) que lêem eventualmente este blog.
É tempo de mudança aqui. Não sabemos ainda se pra melhor ou pior. Só o que sabemos é que, como os leitores podem constatar nos arquivos, era pouca a contribuição dos aspirantes originais aqui no blog.
Por isso, em reunião. as três pessoas que constam agora ali no lado como colaboradores decidiram por unanimidade fazer um último apelo para que todos os integrantes da nossa turma da 5ª fase de jornalismo, nos ajudassem com suas produções para manter um ritmo constante de atualizações no blog.
Contudo, depois de termos recebido apenas uma única resposta, a qual, infelizmente, ficou apenas nas palavras, percebemos que, sendo poucos os que nos ajudam a construir isso aqui, seria melhor que apenas os nossos nomes continuassem no blog. Explico melhor: não consideramos justo que apenas três pessoas montem o site, criem conteúdo para ele e no fim das contas, como o nome de todos está ali, fica implícito, para os que não lêem os arquivos ou só passam aqui de vez em quando, que todos ajudam a manter o blog.
Antes que o leitor pense que não vamos continuar com ele, faço uma ressalva: O BLOG CONTINUA. Todavia, apenas esses três aí do lado é que vão ter os seus nomes mantidos.
Caso haja alguém aí do outro lado,
Um abraço
Cheguei passava um pouco das seis e meia, acho. Os estudantes estavam na Paulo Fontes, ocupavam a pista que leva ao túnel. Estávamos cercados de uma lado pelo grt, do outro por um pelotão de pms. Não demorou muito a outra pista foi fechada. Uns jovens jogavam bola, outros cantavam e seguravam cartazes contra a rbs. Uma mulher dá esporro num grupo de quatro policiais que estavam na frente da tropa, diz que não tem coragem para enfrenter bandidos de verdade e ficam só atrás de estudantes. Depois de talvez um pouco mais de uma hora ali parado, fizeram uma assembléia para decidir o rumo do protesto. A primeira decisão foi o túnel, mas percebendo a merda que seria, fomos para a Mauro Ramos. Não havia muitas pessoas, na verdade mais pro final tinha até mais hômi do que estudante.
Foram andando pela rua, cantando, sempre seguidos de perto por um contingente absurdo. Na frente do IEE reduzem, mas não tem mais ninguém no colégio. Ocupamos as duas pistas, alguns carros ficam presos. Adiante a polícia já prepara desvios e a avenida fica livre. – pausa. Se no Iron Man tive que comprar filme, hoje meu cartão de memória estava com uma porção de fotos só tinha mais 20 poses. Dou um pulo em casa, descarrego-as no pc, o que leva 11 minutos. Troco as pilhas, tiro a camisa de veludo, estava calor naquela correria –. De volta à rua, não sei aonde foram. Suponho que voltarão ao terminal pela Beira-Mar. Sigo nessa direção, porém uso a cabeça e o celular. Meu amigo confirma, estão na frente do shopping. Sigo numa velocidade boa, contudo quando chego lá chego percebo que eles marcham, estão bem para frente. Fico espantado com a quantidade de pessoas, nem conseguiram fechar uma pista da avenida.
28 de maio de 2007
A voz que há 11 anos foi a forma de contestar ecoa até hoje na história da política brasileira. O livro 10 reportagens que abalaram a ditadura é uma obra-prima e prova concreta de que o jornalismo tem seu dever social, investigativo e enunciativo. Os trabalhos reunidos no livro foram resgatados de arquivos de jornais e revistas e trazidos de uma época em que a prática jornalística tinha que ter a audácia e a inteligência de driblar os pilares da censura, rígida e inflexível. Nomes como Ricardo Kotscho, Mylton Severiano, Marcos Sá Corrêa, Luiz Cláudio Cunha, José Carlos de Assis, Eurico Andrade, entre outros, figuram entre os profissionais responsáveis pelas reportagens.
Um período de sofrimento, de abuso de poder e de torturas. Mas apesar de você, amanhã há de ser outro dia, canta Chico. E o jornalismo, com toda certeza, foi arma fundamental para as mudanças. Todas as denúncias se refletem nas palavras e nas entrelinhas de cada apuração jornalística que compõe o livro. Muitos dos textos apresentam sátiras e ironias para levar a mensagem exata ao leitor, de forma provocativa e instigante. Um exemplo disso é a reportagem Mordomias, de Kotscho, em que o jornalista escancara os benefícios de que dispunham os funcionários do governo desde o mandato de Geisel. Foi um avanço marcante para o jornalismo tornar públicos fatos que, mesmo antes da ditadura, não eram de conhecimento da população.
Outra reportagem que merece ser citada é a que trata da morte do jornalista Vladimir Herzog. Em referência ao título de uma obra de Capote (A sangue frio), sob o nome A sangue quente, Mylton Severiano transparece todo o sofrimento e a mobilização da família, dos amigos e colegas de trabalho de Vlado depois do ocorrido. O fato foi uma surpresa desagradável a todos, que contavam com o retorno de Vladimir, mesmo porque ele cumpriu as ordens e se apresentou à polícia. O texto apresenta várias versões do fato e consiste em uma investigação completa, deixando claro que a hipótese mais provável é de que o suicídio tenha sido uma mentira das autoridades.
A ditadura, ao que parece, acabou, mas alguns temas abordados podem ser trazidos para a atualidade. A fome e a falta de prudência por parte de algumas autoridades são pautas que podem e devem permanecer em discussão. O jornalismo deve atentar mais para questões sociais. Se antes a censura ficava por conta dos militares, hoje o que se percebe é que os próprios veículos de comunicação fazem uma espécie de auto-censura, priorizando interesses e a comercialização da informação.
A voz precisa continuar ecoando. E fazendo efeito. 10 reportagens que abalaram a ditadura é um livro organizado por Fernando Molica, o primeiro da série Jornalismo Investigativo; Editora Record.
26 de maio de 2007
Um livro que certamente pode servir como auxílio a essas perguntas é o da, também jornalista, Elvira Lobato, que recebe o título de “Instinto de Repórter” (Publifolha, 2004). Elvira é formada em jornalismo pela UFRJ e, ainda na faculdade, começou a trabalhar nas redações do Jornal do Brasil e do Jornal Opinião. Neste livro, ela traça um roteiro de produção das principais reportagens que fez para a Folha de S. Paulo, jornal onde ela trabalha desde 1984.
Como ela própria diz sobre o livro, “ele é voltado para os jonvens que se preparam para entrar no mercado de trabalho e para os não tão jovens que, como eu (ela), são apaixonados pela profissão”. Neste livro ela descreve como foram produzidas 11 reportagens de sua carreira naquele jornal “levando em conta o grau de dificuldade da apuração e a diversidade de métodos usados para a comprovação dos fatos”.
Ali ela conta como a pesquisa e o interesse do repórter são importantes para a obtenção de certas informações que com certeza poderiam passar despercebidas pelos jornalistas no dia-a-dia das redações. Fala também dos subterfúgios, algumas vezes ilegais, que alguns precisam usar para confirmar a veracidade de uma informação. Entre eles está um dos mais controversos no meio jornalístico: o uso de gravações nas quais o repórter se apresenta com falsa identidade para a fonte.
Ela defende que estes e outros métodos sejam utilizados. Contudo, diz também que é preciso ter cautela quando da escolha desses. Ela propõe um questionamento que alguns jornalistas deveriam considerar antes de aderirem a estas formas de se conseguir uma informação: “o assunto é de interesse público? É jornalísticamente importante? A sociedade ganhará com a revelação desse fato?”. Ainda segundo a autora, caso as respostas sejam afirmativas, ela continua a produção da matéria. Entretanto, pelo que segue no livro, as respostas a estas três perguntas são completamente subjetivas e fica a cargo de cada um decide a seu próprio critério a positividade ou negatividade das respostas a estas perguntas.
Em outro capítulo, ela descreve como foi a descoberta de que o então candidato à presidência, Fernando Collor de Melo, teria usado “mão-de-obra” do estado de Alagoas em sua campanha eleitoral, rumo ao palácio do Planalto. Ali ela conta como as divergências políticas entre as pessoas, facilitaram para que ela confirmasse às acusações. A bancada oposicionista ao partido de Collor, que havia se licenciado do cargo de governador daquele estado, conseguiu diversos documentos que comprovariam o delito.
Outra coisa interessante do livro de Elvira Lobato é que ao final da descrição de como foi produzir cada uma das matérias, a autora coloca os textos que foram publicados à época e, também, outros relativos à repercussão daquela notícia, dando ao leitor uma idéia do que aconteceu com o material que foi exposto no jornal.
No fundo, “Instinto de Repórter” é quase uma aula prática do chamado jornalismo investigativo (ainda que como Elvira Lobato, este autor tenha controvérsias quanto a esta expressão), no sentido em que esmiúça a cobertura de várias matérias sob diferentes formas de apuração. É, portanto, uma leitura complementar a textos como o de Noblat, que ainda que tenham muito conteúdo, às vezes se perdem um pouco devido à paixão pela profissão e deixam, em alguns momentos os leitores (especialmente os aspirantes a jornalistas como este que aqui escreve), reféns de um pouco mais de detalhes de como se dá a prática jornalística na rua.
24 de maio de 2007
18 de maio de 2007
Voyeurismo, sociedade que prioriza a imagem, direcionamento do olhar. No século XXI, a vida é vitrine, observar tem grande valor, o realismo ganha status de estética. Os sistemas de vigilância a que se submete a sociedade são a prova de que a preocupação das autoridades - e de quem mais possui esse “poder de controle” - não está na solução das causas dos problemas, mas sim na tentativa de tapar o sal com a peneira. No dia 25 de abril de 2007, oito projetos de segurança pública, propostos por Aloizio Mercadante, José Serra e Tarso Genro, foram aprovados pela Comissão de Constituição e Justiça. Um dos projetos prevê o monitoramento eletrônico de presos em regime semi-aberto, aberto, liberdade condicional e saídas temporárias (como, por exemplo, no Natal), além da substituição da prisão preventiva pela “liberdade” monitorada eletronicamente. Para tanto serão distribuídas pulseiras e tornozeleiras com chips, que permitem o acompanhamento das ações dos presos.
Partindo para uma análise mais profunda da situação, é cabível um questionamento ético. Ao centralizar o controle de um grande número de pessoas aos olhos de alguns, de fato esses alguns assumem uma responsabilidade e passam a ter uma autoridade perante os demais. Quais são os critérios para se determinar que alguém pode vir a ter a liberdade de acompanhar todos os passos de outra pessoa, esteja ela na condição em que estiver? Além do fato de que tudo será remetido a um sistema eletrônico. Sistemas podem apresentar falhas e há ainda o fator primordial de que o homem está acima de toda esta parafernália eletrônica. Para câmeras que controlam os homens existem, antes, homens que produzem e controlam as câmeras. A lógica, portanto, é que a humanidade não seja submetida a uma vigilância tão repressora e superficial, mas sim o contrário. A criminalidade não será resolvida através de monitoramento, apenas. O problema será filmado e acompanhado, e não resolvido.
É um passo para 1984 em 2007: George Orwell outrora escreveu a ficção sobre o Big Brother, que controlava toda a população, 24 horas por dia, tanto nas atitudes quanto nos pensamentos. A onipresença do Estado contradiz os direitos garantidos pela Constituição e a democracia ilusória em que vivemos. O argumento a favor dos projetos utilizado pelo senador Aloízio Mercadante é de que “O objetivo é diminuir a superlotação dos presídios, que devem ser destinados a presos perigosos”. Não seria mais eficaz, então, investir o dinheiro, que supostamente será gasto com pulseiras e tornozeleiras, em educação? Termino com as palavras de Renato Russo: disciplina é liberdade.
17 de maio de 2007
Será um jogo difícil, contudo o Figueirense tem plenas condições de chegar à final da Copa do Brasil.
6 de maio de 2007
- Em Santa Catarina a Chapecoense conquistou seu terceiro estadual, ao empatar por dois tentos com o Criciúma em pleno Heriberto Hülse. O time do oeste ganhou o primeiro jogo por um tento a zero.
- O Santos pressionou o tempo todo. Acuou o São Caetano em seu campo, que aceito de forma passiva as investidas do alvinegro. Os contra-ataques não deram certo, o goleiro Luiz ainda fez grandes defesas mas não foi suficiente para bloquear o ímpeto santista.
-Podendo perder por três, o Atlético fez valer sua vantagem. Levou dois do Cruzeiro e após sete anos conquistou o seu 39º campeonato mineiro.
- No Rio, após empate em 2x2, Flamengo e Botafogo foram às disputas penais. O rubro-negro ganhou por 4x2.
- Pelo campeonato paranaense o Paranavaí segurou um 0x0 contra o Paraná em Curitiba. O time da casa muito mais chances de gol, porém quase não leva título. O Paranavaí havia ganhado o primeiro jogo por 1x0 e levou seu primeiro estadual.
- Chora São Caetano, Cruzeiro, Criciúma, Botafogo e Paraná.






