22 de agosto de 2008

Imaginem Hitler dirigindo a delegação brasileira em Pequim...

Encontrei esse vídeo, agora há pouco, no blog do Marcelo Tas. Foi enviado pela leitora dele Priscila Gomes.

Por falar nisso, estamos melhorando. Continuamos mostrando toda a nossa força olímpica com a conquista da segunda medalha de ouro (será mesmo?). Maurren Maggi, que não é a galinha azul, e por isso voa (que piada mais idiota, Samuka!), é a campeã do salto em distância.

Ainda temos chances de conquistar mais duas medalhas de ouro no vôlei. Se conseguirmos esse feito e mais ninguém que está à nossa frente (mas não muito também, né?) conquistar nada, chegaremos à honrosa 16ª colocação no quadro geral de medalhas. Pensem bem, ficaremos atrás de países como Jamaica e Bielo-Rússia. Isso sim é que é campanha.

Ah, e os argentinos continuam atrás. E que se dane o futebol. Vôlei feminino é mais legal e tem mais mulheres lindas, mesmo.

17 de agosto de 2008

Quase lá

Daqui a algumas horas, começará o nono dia de competições nas Olim Piadas de Pequim. No exato momento em que escrevo este texto, nosso país ocupa o valoroso 36º lugar no quadro geral de medalhas, com uma de ouro e quatro de bronze. Estamos muito próximos, para nossa felicidade, de alguns países que já chegaram lá e hoje são grandes potências olímpicas, como Etiópia, Geórgia, Cazaquistão, Zimbábue e Mongólia.
É possível que ainda não seja dessa vez que nosso Brasil il il chegará a ultrapassar tanto talento advindo de anos de trabalho duro nesses países. Mas isso não é motivo de preocupação. Londres está logo ali. Quatro anos passam rápido. Além disso, com a possibilidade de os jogos acontecerem no Rio de Janeiro, em 2016, os bolsos dos dirigentes poderão contar com investimentos maciços. Tudo para o bem de nossa pátria.
Que se cuidem também, China e Estados Unidos. Nós estamos chegando (ao fundo do poço).
Atualização às 21:27: Se serve de consolo, os argentinos só tem uma medalha de bronze, conquistada no Judô e, neste momento, ainda ocupam apenas o 63º lugar.

16 de agosto de 2008

é ouro

Queria ter escrito mais coisas relativas aos jogos olímpicos aqui. Muito mais. Nosso primeiro ouro, contudo, não poderia passar em branco.
Qualquer medalha que vem para nosso país deve ser comemorada - e muito - visto o grande descaso que aqui é dado ao esporte. A falta de políticas, estrutura, preparo talvez ainda nos tire muitas alegrias. E, mesmo assim, hoje o hino ouvido pelo mundo foi o brasileiro.
César Augusto Cielo Filho nada no Pinheiros, de São Paulo, e treina nos Estados Unidos. Havia ganho bronze nos 100m livre, e preparou-se para exibição de gala na última prova com Brasil na piscina. Antes da prova, se benze, faz uma última prece. O gesto seria repetido antes da subido no pódio.
Cesão fez muito mais. Deu à natação brasileira o primeiro ouro olímpico da história. Com 21s 30, superou adversários também vencedores, e comemorou feito criança. Além do recorde olímpico, lágrimas que se misturavam à água clorada. Os socos na água deviam exprimir o alívio de ver todo trabalho recompensado. Distância da família, treinos exaustivos, tudo valeu a pena. O Brasil estava no topo do pódio.
Não vou - nem cabe - comparar essa medalha com os sete ouros do Phelps. A comemoração, do brasileiro, contudo,valeu mais que todas do estadunidense. Cesão foi o único atleta que chorou ao ouvir o hino de seu país. E continuou chorando, até descer do pódio e chamar a equipe de natação para, junto dos colegas, compartilhar seu feito, sua alegria. Chorou, vibrou, extravasou; como um campeão tem que fazer. Cesão é o número um.

15 de agosto de 2008

Por um jornalismo mais Rock n' Roll

AC/DC Rock And Roll Ain't Noise Pollution Live 1996

1 de agosto de 2008

Ilustrada


Nação Zumbi em Floripa
Excelente show da Nação Zumbi, ontem, no John Bull. Apesar do ingresso com preço absurdo (R$ 30), a apresentação foi impecável. Mesclando guitarras altamente distorcidas com percussão forte, maracatus com ótima pegada no baixo, a Nação mostrou o que melhor sabe fazer.
Misturavam-se canções ainda pouco conhecidas, - do último disco, "Fome de Tudo" - com já tarimbadas: "Blunt of Judah" e "Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada", do álbum homônimo à banda; "Hoje, Amanhã e Depois", do penúltimo trabalho "Futura". Além, sucessos da época de Chico Science, como "A Cidade", "Maracatu Atômico" e "Da Lama ao Caos". A ótima "Côco Dub (Afrociberdelia)" proporciona literalmente uma viagem a quem ouve, sem usar nada.
Para completar, uma pizza de mussarela e uma limonada no bar ao lado do John Bull. Uma hora e meia de batuques e gingados dá fome.

30 de julho de 2008

Meio mal filmado, mas vale assistir o oscar filho falando do programa fantasia.

24 de julho de 2008

Futebolísticas

E o time que queria perder, ganhou

O passeio até que é divertido. Um pouco de fila no trânsito, confusão para achar a bilheteria certa. Na hora de comprar os ingressos, as meias acabam. Mais uns 20 minutos esperando, quando entro a bola já rola. Cruzeiro e Goiás, a princípio um jogo simples. Não foi. Os dois times até criam alguma coisa, até Iarley fazer, de falta, 1x0 Goiás. Pouco depois, Júlio César é expulso, deixando os mineiros com totais condições de virar o placar.
Aí começou a parte boa do jogo. Adilson Batista trocou Jadílson por Weldon e Espinoza por Gérson Magrão. Tudo certo, colocou o time para frente. O Cruzeiro tinha cinco homens avançados, e o time todo subia. Mesmo assim, nada acontece. O que mais impressiona, contudo, é a apatia dos goianos. O time simplesmente não quer jogar futebol, não sabe o que fazer coa bola. Sem sequer um homem no campo de ataque, limitava-se a tentar impedir as investidas da equipe celeste. Nos "contra-ataques" alguém sai correndo; cruza para ninguém; Fábio pega a bola e Cruzeiro ataca novamente. Aliás, se no lugar do goleiro estivesse um bebedouro, não faria a menor diferença, visto que nenhuma bola chegava à meta cruzeirense. A Raposa deve ter dado uns 20 chutes a gol; desses três ou quatro de fato chegaram lá. Se cada bola por cima da meta valesse meio tento, o time da casa venceria fácil por 4x1.
Outro ponto chave foi a catimba do Goiás. O carrinho-maca deve ter entrado cinco vezes em campo, e saia mais lentamente que o jogador mancando. Ao invés de deixar o gramado, ia paralelamente à linha lateral, atrasando ainda mais a partida. Harlei em dado momento caiu, ficou toscamente no chão com o jogo correndo, até que os médicos entraram no gramado. Forma-se um bolinho na pequena área: médicos e jogadores do Goiás, Harlei, Guilherme reclamando, juiz sem saber o que fazer. Uma piada. O onze do planalto chamava, "vem Cruzeiro, eu não quero jogar, faz logo e ganha essa merda". Aí, Guilherme consegue rabar uma bola ridícula. Dentro da pequena área, Weldon não bate na bola; ela bate nele e sai pela linha de fundo.
Há de se destacar, algumas coisas valeram a pena. Ver Mariana Lemos, do Alterosa Esporte, sem dúvida a repórter esportiva mais bonita do Brasil (muito gata a menina); as belas torcedoras presentes no estádio; aparecer três vezes no telão do Mineirão; o show do Raposão. O futebol, contudo, irritou até quem não torcia para nennhum dos dois times. Um time que simplesmente pára de jogar, não quer ganhar, e outro que não consegue nem empatar contra um adversário horroroso. Com uma bosta dessa, o placar devia ser -1x-1. Se não a pior, está entre as três partidas mais ruins que vi na vida. Que beleza!

22 de julho de 2008

Casa de Baile




18 de julho de 2008



17 de julho de 2008

Domingo no Mineirão

O movimento é grande ao redor do Estádio Governador Magalhães Pinto. Nada porém que atrapalhe demais o trânsito - que, por incrível que pareça, é melhor que o da Ressacada. Azul por azul, compareço como um legítimo manézinho, coa camisa do Avaí. Nos clássicos o trânsito é dividido: por um lado chegam os atleticanos, por outro os cruzeirenses. Por esta condição, meu trajeto acaba sendo mais longo. Nos ônibus, integrantes da Máfia Azul cantam alucinadamente, além de não pagar a passagem. Chegando ao estacionamento um pequeno erro nos leva até a área do galo. Todo mundo tira a camisa, até eu.
Parndo no local correto, andamos até o estádio por uns cinco minutos. No caminho outros torcedores viram para mim e falam "ah, time do Guga". Não achei que seria tão notado, o tenista realmente divulgou o Leão da Ilha. Estacionamento do Mineirão, R$ 10. Uma pequena fila para passar pelas catracas, na revista me deixam passar direto - minha cara de marginal não convenceu os "gambé". Devido a proibição de bebidas com álcool em estádios, todo mundo encara uma liber.
Entrar no estádio, nas arquibancadas de fato, impressiona. Um panelão, lotado. A cobertura alcança todo espaço reservdo aos torcedores, no meio o "buraco" do campo. Atrás do gol direito fica a Máfia, esquerdo a Galoucura. Fico nas cadeiras especias, onde o clima é mais tranquilo, inclusive sem grades dividindo as torcidas. No campo, imprensa para mais de metro. Criancinhas aguardam a subida dos ídolos. Quando chegam, fogos de artifício. "Olha o bandeirão aí" gritam os cruzeirenses. E um imenso pano da Máfia cobre boa parte da arquibancada. Pouco depois a Galoucura faz o mesmo. Para delírio do adversário, o bandeirão rasga, e ouve-se a plenos pulmões: "puta que pariu a galoucura é a vergonha do Brasil".
Com a bola rolando, a diversão continua. A torcida onde me encontro parece cantar mais, embora atleticanos também tenham músicas interessantes. Atrás de cada gol, os mascotes divertem a galera, Galo Doido, camisa 100, e Raposão, 87. Os uniformes trazem a idade de cada clube. Como minha posição era mais à direita, via mais o Raposão. Sem dúvida é um show a parte. Pula, corre, vira cambalhotas, agita a torcida. No intevalo, outra peculiaridade. Todo mundo vai ao bar para comprar, a R$ 6, um prato de feijão. O famoso tropeiro do Mineirão acompanha arroz, couve, toucinho e farofa. Deveras engraçado, intervalo de jogo e o pessoal encara um feijãozinho. Pelo menos para quem está acostumado ao tradicional churrasquinho de gato.
Quanto à partida, simplifico. Atlético marcou com Danilinho (enquanto gritavam ''Danilinho, o seu mané, o Guilherme tá comendo sua mulher"). Logo em seguida Thiago Martinelli empatou. Adilson Batista tirou Jadílson e foi xingado de tudo que é jeito. Aos 46 do segundo tempo eu já estava fora do Mineirão. E não vi o golaço de Ramires, que não jogou nada mas garantiu a vitória do Cruzeiro. Por uma tarde, me fingi de torcedor do Cruzeiro. Até porque não era conveniente reclamar a derrota de meu time naquele momento. Ainda assim, não há do que se reclamar. Só faltou uma foto ao lado do Raposão.

11 de julho de 2008

Em um estágio, você sempre se fode

Bom, a imagem que segue abaixo provavelmente deve ter sido vista por muitos de vocês. Ela foi postada ontem (10/07) no blog de humor (ou quase isso) Kibeloco.


Essa página trouxe - assim como a maioria dos jornais do país - a notícia da prisão do banqueiro, Daniel Dantas, o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e o empresário Naji Nahas. Entretanto, se devido o tamanho da figura vocês ainda não tenham percebido, houve uma "pequena" falha na edição do jornal. Eles apenas trocaram um Daniel Dantas por outro.

E quem foi o imbecil culpado por isso? O editor-chefe que não prestou atenção na página? Claro que não, trouxas. O culpado foi o mordo... digo, o coitado do diagramador (provavelmente um estagiário), conforme a resposta que o jornal publicou hoje na internet e cujo conteúdo só eu trago por completo para vocês. E para quem ainda duvida da veracidade de toda essa papagaiada, clique aqui e veja.


Daniel, que Daniel?
Daniel Thame - 11/07/2008

Do site de humor KibeLoco ao respeitado jornal Folha de São Paulo, passando por sites e blogs de todo o Brasil, o Diário do Sul Bahia foi destaque ontem.Os 15 minutos de fama não foram fruto de um furo jornalístico, daqueles com que toda a imprensa nanica sonha para, ainda que momentaneamente, romper a intransponível barreira que a separa da grande mídia.

Por um desses descuidos inacreditáveis em sua edição de quarta-feira, ao noticiar a prisão do banqueiro Daniel Dantas, o jornal tascou a foto do ator Daniel Dantas.

A explicação para a trombada é simples: o diagramador do jornal, ao capturar na internet uma foto do Daniel Dantas banqueiro nem se deu conta de que existe o ator homônimo, certamente por não ser dado a preocupações com economia e com o mundo das novelas. O editor no jornal, na clássica pressa de mandar as páginas para impressão, e muito provavelmente enfastiado de ter que agüentar um outro Daniel cometendo suas aleivosias diariamente neste espaço, deixou passar batido.

O que é um Daniel, outro Daniel e mais outro Daniel quando se tem colocar o jornal nas bancas no dia seguinte e a edição não se resume ao banqueiro, ao ator e muito menos ao jornalista, que agora quer por que quer entrar nessa história, em busca de, ao menos, alguns milésimos de segundos de fama.

A explicação pode ser simples, mas a repercussão daquilo que nos tempos de antanho a gente chamava de barrigada, foi monumental.

Com Daniel Dantas, o banqueiro, pipocando nas manchetes do mundo todo e Daniel Dantas, o ator, fazendo um papel que não era dele nas páginas do Diário do Sul, a reprodução da página do jornal foi parar nos sites baianos, dali para os sites nacionais, incluindo os de humor, até pousar na Folha de São Paulo, na companhia de publicações do calibre do New York Times, The Washington Post, Financial Times, The Wall Street Jornal, China Daily, O Globo, O Estado de São Paulo e outros menos votados. Ou menos lidos.

Ô glória inglória!

De mais a mais, o pecadilho tem lá sua justificativa, meio chocha, mas tem.

Daniel Dantas, como todos sabem (menos o nosso diagramador) é um banqueiro inescrupuloso, daqueles que se não vendem mãe, botam até a mulher como `laranja`.E Daniel Dantas, o ator, na novela Ciranda de Pedra, da Rede Globo, interpreta um empresário inescrupuloso, que corrompe políticos e prende a mulher com corrente e cadeado.

Com um pouco de boa vontade (pensando bem, com uma dose cavalar da boa vontade!) faz até sentido.

Quando essa barafunda toda passar, terá ficado apenas uma situação prosaica, engraçada, daquelas que estarão em qualquer compêndio que se faça sobre a imprensa grapiuna. Nada que afete o aquecimento global, segure a inflação ou que faça alguns de nossos políticos e empresários se tornarem sujeitos honestos, porque este jornal pode até, involuntariamente, fazer graça.

Mas não faz milagres.

Daniel Dantas, ops, Thame

8 de julho de 2008

O Top 5 do cqc de ontem ficou devendo. E a pérola da semana era uma prata da casa. Programa dominical da cicareli (não sei se é assim que escreve), um quiz com perguntas meio toscas.
pergunta da cicareli: De qual família famosa é o casal gomez e mortícia
resposta da criatura: william boner e fátima bernardes...
E hoje pela manhã escuto no rádio que Ingrid Bergman achava que seu cativeiro era perto do Brasil. De certo ela ressuscitou na Amazônia.

4 de julho de 2008

Podcast #1

Apesar da tosqueira do movie maker aí vai o primeiro de muitos podcasts com minhas dicas muisicais polivalentes.

Viva.

3 de julho de 2008

Futebolísticas

E o Equador pela primeira vez abrigará a Taça Libertadores...

*O que muita gente não acreditava aconteceu. Pela primeira vez na história um time equatoriano foi campeão da Libertadores. E a façanha coube à Liga Deportiva Universitaria, que calou os mais de 80 mil tricolores que lotaram o templo máximo do futebol brasileiro.

*Foi um jogão, digno de decisão do campeonato mais importante do mundo (pelo menos para mim). A LDU, ao contrário do que muitos imaginavam, não tremeu no Maracanã. Jogou bem, se defendeu com qualidade e levou perigo com Bolaños e Guerron. Cevallos catimbou, mereceu alguns cartões por tanta cera e foi herói pegando três penalidades. Pelo Flu, Thiago Neves compensou tudo que eventualmente ficou devendo em outros jogos. Fez os três gols, armou jogadas e teve o azar de ver seus companheiros sem a mesmo inspiração. Washington ficou devendo, Conca não comprometeu mas também não brilhou. Foi muita expectativa, naturalmente. Porém, quiça o tricolor tenha pecado pelo excesso: estava muito confiante na vitória, porém pareceu esquecer que faltavam 90 minutos para levantar o caneco. Minutos esses que podiam muito bem não correr como se esperava. Como disse Renato Gaúcho, se todo mundo ganhasse ninguém perdia. A vez do perdedor, ontem, coube ao Fluminense.
*Cobrança de pênaltis sempre são polêmicas: sorte, treino, inspiração. O fato, contudo, é que as cobranças de Thiago Neves, Washigton e Conca são inadmissíveis a um profissional. Chutaram no meio do gol; Cevallos nem precisou pular, meio que caia um pouco para o lado e a bola batia nele. Diferente da defesa de Fernando Henrique, aí sim uma defesa.
*A derrota nas penalidades não pode de nenhuma maneira apagar a belíssima campanha feita pelo Fluminense. As partidas contra São Paulo e Boca Juniors foram memoráveis, e mostraram que esse time tinha totais condições de ser campeão. Os jogadores se superaram nestas partidas, nas quais o Flu não era tido como favorito. Parabéns ao time das Laranjeiras pela forma como disputou a Libertadores.
*O juiz errou. Muito. O que não aceito é dizerem que isso ocorreu por se tratar de um argentino. Estamos cansados de ver erros no brasileirão, e argentinos não apitam aqui. Árbitros erram por diversos motivos, não por nascerem aqui ou acolá. Sua atuação foi uma bosta, e não me há um motivo para isso.
*Diversas notícias sobre ingressos falsos. E comprados em locais seguros - entanda-se não de cambistas. Algo muito grave, que merece ser tratado coa devida seriedade. Se agora é assim, na copa não deve ser diferente.
*"não chegou à final a toa e não surpreenderá nem um pouco ser for campeã". Com esta frase encerrei o texto sobre o jogo em Quito, na quarta passada. Não foi por acaso.

2 de julho de 2008

Jorge Drexler em Floripa
Dia 22 de julho. Se não tem nada para fazer, que bom; se tinha desmarque. Nesta noite, às nove horas, o uruguaio Jorge Drexler se apresenta em Floripa, no teatro do CIC. Com nove discos lançados, o cantor foi apontado por Nelson Motta como um dos melhores nomes da atual MPB. E, de facto, o rapaz faz uma música de muita qualidade. Vale a pena conferir.
myspace.com/jorgedrexler

Compasso Histórico

Meu terceiro projeto de rádio está aí. É um programa para a Itapema FM, com (pasmem) 30 minutos de duração.




Então, não tirem suas bundas da cadeira aí e ouçam a bagaça.






Copa de 58

Link achado no blog do PVC. Nele pode-se assistir, inteira, a final da copa entre Brasil e Suécia.

http://www.svt.se/content/1/c8/01/18/18/27/080628SVEBRAVM58.asx

Entristece um pouco ver como nossa seleção jogou e o que virou hoje: um grande negócio para a cacalhada que comanda a cbf e passatempo para os jogadores.

30 de junho de 2008

Brasil fora da copa-06. Na visão deles, que, convenhamos, é muito engraçada.



28 de junho de 2008

Não era ela!

Engraçado, nunca imaginei alguém que conhecesse nas páginas de uma revista.

Mês passado compro a Trip, ótima revista por sinal (mas isso é assunto para outra hora). Enquanto folheio a edição, um nome chama minha atenção. A foto, bem, uma garota bonita. Mas o nome, é, era ela mesmo. Eu conhecia a menina que estava ali. Na verdade seu ensaio era da página de internet, não da impressa. Fui conferir mesmo assim.
Dentre outras garotas estilosas localizo meu alvo. E abro. Mas, não era ela. Sim, era sua pessoa, contudo não como eu conhecia. Estava muito diferente de quando a vi aqui. Carregaram na maquiagem, praticamente camuflaram-na. E o piercing que eu tanto gostava, não mais a embelezava. De um jeito ou de outro continuo achando inusitado, há um tempo estava ela na minha frente, agora despe-se na minha frente. Na verdade nunca pensei que isso fosse acontecer, e digo que ela é bonita.
Só que não era ela. Era mais uma personagem, sei lá, toda composição da locação ajudava também. Apenas em uma, uma foto entre umas 40 de certo, eu a vi. Nesta, reconheci a menina que conheci, seus olhos eram os mesmos que me olharam anos atrás. Por este breve instante tive o prazer de admirá-la, de dizer "lembro de ti". Porque as outras, as outras não eram ela.

27 de junho de 2008

Notas da Bossa

Uma tarde de sábado, discos de vinil na estante, a paixão pela música e o ócio. A crônica abaixo apresenta a imaginação de uma amante da Bossa Nova que forja uma conversa à mesa de um bar com as vozes que ressoam da vitrola.








Já que as letras ficaram, mais uma vez, ilegíveis ao final do vídeo...segue o que está escrito:
Para ouvir: São Coisas Nossas - Noel Rosa; Chega de Saudade, com 3 na Bossa; Samba de Uma Nota Só, com Elis e Tom; Desafinado - João Gilberto; Presidente Bossa Nova - Juca Chaves; Influência do Jazz - Carlos Lyra; O Barquinho, com Roberto Menescal e Wanda de Sá; Garota de Ipanema, com Tom e Vinicius ao vivo.

26 de junho de 2008

Futebolísticas

O improvável aconteceu: LDU 4x2 Flu

O Fluminense não esperava jogo fácil. E não esperava, mesmo, terminar o primeiro tempo com uma sonora goleada de 4x1. Bem dizer, a partida já começou com um tento para cada lado, todavia mesmo após empatar o tricilor não esboçou grande melhora. Ficou uma dúvida: ou a LDU joga muito ou o Flu estava uma merda. Acredito em um pouco de cada hipótese. Os equatorianos souberam aproveitar as chances que tiveram, acertaram o pé nos cruzamentos e facilmente chegaram ao quarto gol.
Do outro lado, uma equipa que não se encontrava. Thiago Neves mais uma vez deixou a desejar, Washigton também não estava em noite inspirada. Conca, não só por ter feito um gol, merece destaque, correu um bocado. Manso, Urrutia, Bolaños e Bieler incomodaram muito a defesa brasileira, e merecem atenção no jogo de volta.
No segundo tempo, ainda que mais equilibrado, o time das laranjeiras não conseguiu produzir muita coisa. Fez um gol, que facilitou um pouco para a partida de volta. Um pouco, pois para ser campeão no tempo normal é preciso três gols de diferença. O problema é que a mesma LDU que mandou no jogo de ontem não deve se mostrar um adversário fácil mesmo jogando no Rio de Janeiro.
Contra São Paulo e Boca Juniors o Fluminense também encontrou dificuldade na primeira partida. E resolveu, com muita propriedade, jogando no Maracanã lotado por mais de 80 mil torcedores. Certamente agora não deve ser diferente. Porém, sem jamais esquecer a qualidade da equipe adversária, que não chegou à final a toa e não surpreenderá nem um pouco ser for campeã. Se antes a taça estava mais para o Brasil, agora está mais para o Equador. Faltam 90 minutos para ver onde ela fica.

25 de junho de 2008

Fogo no rabo!



Incrível: ou eu pesquiso muito mal ou a foto que foi capa do jornal O Estado de S. Paulo de ontem, 24/06, sumiu! Para quem não sabe, a imagem mostrava a decoração invejável de São João no Congresso Nacional, com direito até a fogueira de papel celofane! Super bonitinha! Pena que os deputados e senadores mal apreciaram a criatividade junina: as salas estavam vazias! É! A fogueira de mentirinha ficou apagada e o fogo se acendeu em outro lugar!
Além disso, eu me pergunto: se os nossos ilustres políticos festeiros são dotados de tão bom humor e de tantas graças coloridas, qual será o problema em receber a equipe do programa Custe o Que Custar na casa do povo? A desculpa da vertente humorística do programa já não foi engolida antes, quem dirá agora!

(Foto: editoria Nacional do Estadão de 25/06/2008)

22 de junho de 2008

Tempo

Sozinho no quarto
Uma bala na agulha
E o relógio contando os segundos

Andando na rua
No meio da multidão
E o relógio contando os segundos

A barba grossa
Tocando uma pele fria
E o relógio contando os segundos

A vida anda
A vida pára
A solidão e o relógio
Continuam contando os segundos

Uma prece na igreja
Um infiel preso na cruz
E o relógio contando os segundos

Na barriga da moça,
Mais uma vida
Seu relógio vai contar os segundos

Os segundos...

18 de junho de 2008

Garoto Enxaqueca

Para mim é uma das melhores animações já produzidas pela MTV.

15 de junho de 2008

Futebolísticas

Jogão. Para o Paraguai.

Não foi de se espantar. Afinal, essa seleção conseguiu pela primeira vez na história perder para a modesta Venezuela. Hoje, meu placar moral é de 4x1. Para nossos vizinhos, claro. Primeiro tempo com um jogo bonito, marcando bem e saindo para o ataque, levando perigo à meta de Júlio César - que na minha opinião nunca foi goleiro de seleção. Mesmo com um homem a menos em todo segundo tempo, jogaram como se estivesse dez para cada lado. A apatia dos brasileiros nos conta "menos um". Até houve certa melhora dos 10 min do segundo até o fim, mas nada de muito valoroso. O Paraguai levantou a cabeça e jogou como se fosse o Brasil. O Brasil fez sei lá o que nos treinamentos e jogou como se fosse um time de várzea.
Quarta o clássico maior em BH. O que posso esperar de tal partida? Um pouco mais de vontade do onze brasileiro, embora não dúvido decepcionar-me. Sempre espero um show do Riquelme, embora jogando pelo seu país não venha produzindo muito contra a amarelinha. Um Mineirão lotado, como é praxe em jogos da seleção. Mesmo essa seleção.
Não gostaria de endossar o coro anti-Dunga. Porém, é fato que escolher um ex-jogador sem qualquer experiência para comandar nosso esquete foi um tanto quanto forçado, uma medida para "acalmar os ânimos" após a eliminação da copa da Alemanha. Espero que mude sua postura, antes que seja mudado. Na verdade, a simples troca de treinador não me diz nada, sabendo que o monte de vagabundos que toma conta da CBF continuarão lá.
*Parabéns às meninas do basquete, que carimabaram o passaporte para Pequim. Parabéns a Cuba, que continua sendo um exemplo de modelo esportivo e também merecia viajar para a terra da Muralha.

Nota explicativa

Queria postar mais coisas aqui. A semana que passou rendeu diversos assuntos para se comentar: a final da copa do brasil - com vitória acachapante do sport sobre o corinthians -, o jogão entre Palmeiras e cruzeiro - com o frango engraçadíssimo do marcos - além de outros fatores extra-esportivos.
Todavia, último ano de faculdade não é fácil. E o tempo que gostaria de dedicar acá acaba ficando com outros assuntos. Em todo caso, nós estamos aqui. Sempre que o tempo permite, escrevendo. Afinal, também precisamos dormir.

Cadê os premiados?

Entrega de prêmios no FAM é marcada pela ausência dos ganhadores

Sexta-feira 13. Para muitos dia de sorte, outros azar. Para os amantes da sétima arte, contudo, era dia de presenciar o encerramento do Florianópolis Audiovisual Mercosul 2008. A sessão começou às 19h, com a exibição do longa “Corpo”, de Rossana Foglia e Rubens Rewald. Após o filme, o teatro Ademir Rosa enche-se para a entrega das premiações das películas participantes da mostra competitiva.

Pouco antes dos vencedores serem anunciados, os estudantes de cinema João Abreu Dias e André da Silva ressaltavam os aspectos importantes do festival: “É um dos poucos festivais que promove fóruns de discussão de políticas culturais e têm mostras competitivas de filmes com produção nacional e alternativos”. João, além de exaltar o público presente, lembra outro aspecto : “Estamos numa cidade muito carente de cultura, e que ao mesmo tempo tem dois cursos de cinema. Os movimentos sobre esse tema são por vezes irrelevantes”. Também elogiou a escolha do local, “é utilizado um espaço que normalmente não exibe filmes e lembra os cinemas antigos”.

Os estudantes discutiam e palpitavam sobre os prováveis vencedores. “Acho que ‘Café com Leite’ leva o melhor curta, ou ‘Espalhadas pelo Ar’” arriscou João. Quem levou o prêmio, contudo, foi “Satori Uso”. Na mostra de vídeos o grande vencedor foi o argentino “Al Doblarl a Esquina”, que ficou com os troféus de melhor vídeo, roteiro, edição e ator. Outro merecedor de destaque foi o catarinense “Saiu na TV”, que ganhou em seis categorias, incluindo melhor vi deo escolhido pelo júri popular. elhor vndo X categorias.
foi o catarinense festival de festival ricos

Porém no decorrer da entrega, o que se viu foi um festival de “eu não sou fulano”. Dos quase quarenta prêmios entregues, menos de dez foram recebidos pelos premiados de fato. “Eu não sou o Bernardo, ele foi não sei aonde e fui o assistente de direção” era uma das frases mais ditas. Houve prêmios órfãos, os quais ninguém da equipe de produção se encontrava no teatro. João sugeriu que fossem receber algum desses, após o mestre de cerimônia perguntar se “havia alguém do filme” na platéia. À platéia ficou a dúvida: seré que era tão difícil comparecer ou não estão dando a devida importância ao FAM? Ou o FAM não é tão importande assim?

Mesmo com o final da premiação, o teatro permaneceu lotado. Às nove da noite foi rodada a última película do FAM 2008, “Chega de Saudade”. Da mesma cineasta que em 2001 trouxe à Floripa “Bicho de Sete Cabeças”, Laís Bodansky apresentou ontem uma história que se passa em apenas uma noite, num salão de dança no subúrbio paulistano. Além de grande elenco - Tônia Carrero, Betty Faria, Cássia Kiss, Stepan Nercessian, Paulo Vilhena e Maria Flor - participam cantando na gafieira Elza Soares e Markus Riba.

Foi um encerramento de gala ao festival que, há 12 anos, movimenta a cena cinematográfica de Florianópolis. Mas, no ano que vem, seria bom termos as presenças dos premiados.

8 de junho de 2008

Ilustrada


6 de junho de 2008

O vídeo-tosco-moviemaker postado logo abaixo é um improviso para uma peça em áudio. Este é um dos trabalhos que desenvolvi sobre o Clube da Luta Floripa que, pra quem não conhece - e deve conhecer! -, consiste na união de músicos para a conquista de espaço e estabelecimento de um cenário musical em Florianópolis. Ta aí o sítio: www.clubedaluta.mus.br

Uma das duas peças que produzi é o Entre-música. A idéia é um podcast com uma entrevista feita por intermédio de versos das músicas que são colocados em forma de interrogação ao artista, sem a intervenção do repórter no áudio. Além de explicar o título escolhido para a peça, tal fator pode ser considerado uma extensão da regra condicional do Clube da Luta, que é a música autoral. Cria-se um espaço de reflexão do artista, que traz a resposta sobre a sua obra. O receptor, por sua vez, também é convidado a refletir, pois se encontra livre a interpretar a informação da maneira que julgar adequada. Interpretar, no Entre-música, resume-se a associar o assunto sobre o qual o entrevistado comenta no trecho da música que precedeu a fala.





"Os responsáveis por essa releitura moderna do tango, chamada ‘eletrotango’, é a banda argentina Supervielle Bajofondo. Pouco conhecido no Brasil, o grupo possui um trabalho consistente e faz muito sucesso na Argentina."
Tal frase foi escreita na página "bastidores" da novela A Favorita, novo folhetim das oito exibido na rede Globo. Ótimo usarem Bajofondo na abertura da novela, a banda é excelente e é bom que os brasileiros conheçam o que nossos vizinhos fazem, ao invés de só escutar as merdar dos eua.
Porém, escrever no sítio que a banda chama-se 'Supervielle Bajofondo' foi demais. Luciano Supervielle integra o Bajofondo e tem seu trabalho solo - mas misturar tudo na matéria é demais. Além do mais, não são mencionados os dois criadores do Bajofondo, Gustavo Santaolalla e Juan Campodonico. Não obstante, simplesmente ignora a existência do Gotan Project, inicialmente responsáveis por tal releitura no tango.
Não sei quem escreveu a matéria, porém merecia voltar para faculdade.

3 de junho de 2008

cqc

Sempre falo bem do cqc aqui. Chega segunda-feira, já sei que tem algo para ver na tv. Todavia, preciso registrar: o programa de ontem foi um lixo. Sem dúvida foi o pior que já vi - e no geral eles normalmente surpreendem positivamente. Semana passada o proteste já foi muito bom, o teste da honestidade excelente. Ontem, pouquíssima coisa aproveitável. Não sei se faltou pautas, ou a cabeça dos "sete homens de preto" anda muito atribulada. O fato é que, à exceção do quadro do rafinha, nada de relevante. Ri um bocado com o cqteste, que foi uma idiotice pura, mas muito engraçado. A matéria do cortez era boa, mas pareceu que faltou algo. Com ou sem jornalismo, a edição de ontem não rendeu muitas risadas. Esperarei semana que vem para ver o que acontece.

30 de maio de 2008

Futebolísticas

Bons jogos na última quarta. Quarta que, além da libertadores, teve a definição dos finalistas da copa do brasil 08.
Em mi Buenos Aires querido o tricolor das laranjeiras encarou o todo poderoso boca juniors. Com a vantagem de não jogar na bombonera; esta só poderá ser utilizada na final, se os donos lá chegarem. Jogo parelho, muito pegado, ao meu ver mais raçudo que técnico. O que não significa ausência de boas jogadas. Thiago Neves apareceu um pouco mais que nas últimas partidas, e seu xará Silva teve as boas atuações recompensadas marcando o primeiro gol do flu na partida. Com os argentinos pressionando muito, Fernando Henrique fez boas defesas. O "cara" da partida, para mim, chama-se Juán Román Riquelme. Falo muito dele,de fato sou fã de seu futebol. Se ele "amarela" contra a nossa seleção, agiganta-se nos embates entre clubes. Ano passado - e escrevi aqui - foi o nome da final, melhor em campo, nos dois jogos. Anteontem, Riquelme repetiu a dose. O Fluminense tem totais condições de chegar à final. Tem elenco consistente e certamente o Maracanã lotado na próxima semana. Precisa lembrar, contudo, que do outro lado há um time acostumado a decisões, a jogar com torcida contra. E, nessas condições, costuma surpreeder.
Na outra chave, com LDU e América, empate em 1x1 no méxico. Acho que o vice-campeão sai desse duelo.
Pela copa do brasil, a final será disputada entre sport e corinthians. Os pernambucanos contaram com a ajuda de edmundo, que joga muito mas perdeu mais um pênalti decisivo - chutou a bola em niterói. No morumbi, os sem-estádio passaram também nas penalidades pelo botafogo, 5x4. Muito esforçado, o corinthians vai para mais uma decisão no ano em que disputa a segunda divisão. Méritos para mano menezes, que armou um time de série A, e jogadores que, se não são tudo aquilo tecnicamente, esbanjam vontade. Aliás, os cariocas perderam também o técnico. Fica a dúvida, o que acontecerá no botafogo depois que o cuca ir?
pqpensa

Blog dedicado a publicações de textos ensaísticos, crônicas, poesias, fotografia, enfim; todo tipo de manifestção artística. Participo de seu time de colaboradores com algumas fotografias, algo mais relaxado, sem fotojornalismo.

O endereço é http://pqpensa.wordpress.com/.

28 de maio de 2008

Vi hoje, pela primeira vez em floripa, o disco do rilo kiley. A banda foi formada no ano de 1998 em los angeles e leva charmosos vocais femininos com pitadas de guitarras indie. Under the blacklights, quarto álbum do grupo, tem boas músicas misturando rock com uma levada bem cool. Os R$34 do preço não me ajudaram a levá-lo, mas é uma boa pedida.


Ironias




Considero importante armazenar certos acontecimentos na memória e estabelecer relações com a atualidade. Nesse famigerado século, em que todos dizem ser o tempo uma jóia rara, o etéreo passa a ser conseqüência; os fatos passam, o que vale é o agora, porque o ontem já foi. No meu impulso de atualização, eu, que antes abria um jornal, hoje me flagro a abrir sítios que conglomeram informações de toda e qualquer natureza na primeira página. Ainda assim, vez ou outra, consigo estabelecer relações e ter algum senso crítico.

Por exemplo: reparo sempre no que o futebol faz com as pessoas. Principalmente em Copa do Mundo, quando amigos se unem, inimigos se perdoam, os problemas sociais desaparecem e a felicidade se torna estado decretado. O momento epifania causa a falsa impressão de que tudo vai bem. Para um país que sedia o evento, então, nem se fala! É motivo de orgulho, de auto-estima para a nação, é símbolo de modernidade e de preparo. Lógico, não é para qualquer um!
A África do Sul sediará a Copa em 2010. O fato torna-se catalisador de agilidade política e econômica e prontidão vira palavra-chave: até dezembro deste ano, cinco novos estádios de futebol devem ficar prontos. Isso é parte de um investimento de 1 bilhão de dólares despendido pelo governo. Peço ao leitor que guarde esse parágrafo.
Desde a semana passada noto manchetes do tipo “África do Sul já tem 24 imigrantes mortos”, “Mais de 10 imigrantes são mortos na África do Sul”, “Violência resulta de disputa por subempregos”. Thabo Mbeki, presidente Sul-Africano, por sua vez, tornou-se alvo de muitas críticas. Ele é acusado de privilegiar empresários em um momento de alta taxa de desemprego, concorrência por subempregos da economia informal e crise na economia.
É perfeitamente previsível que uma população mergulhada em tantos problemas aumente sua ira ao ter que disputar o espaço, já restrito, com imigrantes – vindos em maioria do Zimbábue, outra região problemática. Ironia é pensar que os ataques xenófobos têm acontecido em Johannesburgo, a maior cidade do país, e mais: concentradora do maior centro produtor de ouro e diamante do mundo.
Eis aqui a relação de que falei no início do texto: a desassistência parece não se repetir quando o assunto é futebol. A não resolução de questões básicas como moradia, abastecimento e ampliação do mercado de trabalho é característica comum dos governos pós-apartheid. Mais uma vez, a bomba estoura do lado mais fraco, pessoas chegam a situações extremistas e a esperança não é mais a última que morre, e sim o motivo que leva a essa causa em momento de desespero.
Calma! Em 2010 os sul-africanos terão o que comemorar!

27 de maio de 2008

Que o CQC daqui é muito bom já se sabe. O que talvez nem todo mundo saiba é que originalmente o programa é argentino. E, como o brasileiro, muito bom.
Na Ruta 11, uma espécie de BR-qualquer coisa da Argentina, há um trânsito intenso de pedestres, principalmente crianças, mas nada de semáforos. Gonzalito - um Rafinha Bastos portenho - foi conferir, junto de seu amigo farolito. Muito engraçado.

22 de maio de 2008

Fluminense 3 x 1 São Paulo

-Jogão. Quiçá um dos melhores do ano. O são paulo entrou em campo com o empate a seu favor, o fluminense precisava derrubar um time acostumado à competição. E foi o que fez. Bem arrumado em campo, bastante esforçado, e com o treinador sabendo que o jeito era ir para frente, fez por merecer. Acreditou, mesmo sabendo que precisava de dois tentos em pouco menos de 20 minutos. Bonito de ver.
-Teve todos os ingredientes necessário a uma partida desse nível: o Maracanã, lotado - com direito a carga extra de ingressos. Um frango para ninguém botar defeito, no gol de Dodô. Rogério caiu estranho e teve a visão privilegiada da bola passando entre suas pernas antes de balançar as redes. Um gol nos acréscimos, quando até os tricolores das laranjeiras pareciam conformados coa eliminação.
-Falta muito, mas muito, para Thiago Neves ser o melhor jogador do país. Cícero fez uma partidaça, Washington nem precisa comentários. Fez o gol que leva o Flu à inédita semi-final da Libertadores. No lado do Morumbi, Rogério fez ótimas defesas, algumas bem difíceis. Só falhou quando não poderia. Dagoberto não apareceu, Fábio Santos devia ter sido expulso.
-Palpite para final: Boca x Fluminense
-Muito fala-se do futebol europeu, milhonário, cheio de craques dos quatro cantos do planeta. Pois a final da liga dos campeões, entre Chelsea e Manchester, não foi lá essas coisas. Claro, toda a pompa, o cerimonial, o charme de decisão, tudo isso conta. Mas, no campo, bola rolando, foi um bom jogo. Nada de excepcional. Para mim, o embate dos tricolores apresentou muito mais futebol do que o dos bretões. Ah, o Manchester foi campeão nos pênaltis, 6 x 5.

21 de maio de 2008

copa do brasil

Ontem à noite botafogo e corinthians se enfrentaram no primeiro jogo das semifinais da copa do brasil 08. Como estou com preguiça de escrever de novo,expresso minha opinião através dos comentários que fiz nos blogs do mauro beting e do pvc, colunistas do diário lance!
-Mauro, acho que o empate estaria de bom tamanho. Embora o corinthians tenha criado mais chances de gol, vacilou quando não podia. E o botafogo, convenhamos, deu sorte em tomar dois gols e vê-los anulados. Não digo que o juiz ajudou ou qualquer coisa desse tipo, mas serve de alerta para a volta.
-Acho que não chega a ser aquele favoritismo PVC. Talvez uma vantagem bem pequena, por poder empatar. Por mais limitações que o corinthians tenha, deu muito trabalho para o botafogo ontem, e não seria estranho se ganhasse, pelo jogo que fez. O ataque do botafogo também pode fazer a diferença, quando conseguem encaixar as jogadas sempre levam perigo - precisa é escapar mais da marcação. Jogo aberto na quarta que vem.

20 de maio de 2008

A outra do dia: "Pesquisa revela que seis em cada dez europeus preferem futebol a manter relações sexuais". Ora, tem fundamento. Uma partida de futebol garante 90 minutos de emoção, já uma relação...
Abro o sítio do terra leio a manchete bombástica: "Pelé não tem dignidade". Em cima, uma foto de Maradona. Naturalmente clico para ver do que se trata. E, pois, o argentino tem razão.
Não, não acho que Pelé não tenha dignidade. Mas, a frase inteira (segundo o sítio, claro) do craque argentino foi: "Pelé só sabe negociar agora, ele já foi (um jogador de verdade), e tinha que estar mais com os jogadores e não com presidentes da Fifa; portanto, ele não tem dignidade para falar de mim".
Concordo plenamente. Além de volta e meia falar umas merdas, que tem o Pelé que se juntar com havelange, ricardo teixeira e esse monte de enrolões da cbf, que só sabe marcar amistosos mercenários bem longe do território nacional? Ainda mais para participar do circo que deve ser essa copa no Brasil. O rei do futebol deve ter coisa melhor para fazer.

18 de maio de 2008

Ilustrada


15 de maio de 2008

Aventura na Amazônia...até o Pico da Neblina

Era noite na casa de Marcel Henrique Tonel Soares. Em volta da mesa, toda a família, menos o próprio Marcel, discutia sobre a nova aventura que ele havia divulgado dias antes.

- Você viu o que o Marcel inventou agora? Vai para o Pico da Neblina – disse a mãe.

- Duvido! Logo ele desiste disso – retrucou a namorada do irmão.

De repente, o irmão de Marcel, que havia saído por alguns instantes, volta ao local onde ocorria o debate.

- Se ele disse que vai, é porque vai – encerra o irmão.

Desde a adolescência, Marcel se aventura pelas estradas e trilhas de Santa Catarina, participando de viagens de bicicleta e corridas de aventura. Três das viagens em duas rodas tiveram percursos com média de 300 quilômetros de distância. A mais longa delas foi de Florianópolis até o Morro dos Conventos, em Araranguá.

- Nas primeiras vezes que eu ia com amigos até a praia da Barra da Lagoa, achava a distância imensa, parecia que não acabava mais. Hoje em dia, consigo fazer isso normalmente – revela Marcel, que sempre ouvia da família que encarar seis dias em uma viagem como essa era “um programa de índio”.

Para ele, essas viagens de bicicleta e as corridas de aventura mostram o mundo de maneira diferente de uma viagem de carro, por exemplo. O fato de que as paisagens e objetos passam pelos olhos mais devagar ajuda a apreciar a beleza nos pequenos detalhes que a velocidade do carro esconde em uma mancha praticamente monocromática.

Depois de um ano de planejamento, no verão de 2006/2007, Marcel e mais alguns amigos saíram de Florianópolis, de carro, em direção ao sul extremo da América, na cidade de Ushuaia, na Argentina. Essa foi a primeira grande viagem dele. Foram 30 dias e mais de 15 mil quilômetros rodados pelas estradas do Brasil, Argentina e Chile.

Sua aventura maior, porém, só teve início em uma conversa com seus colegas de ciclismo. Em novembro passado, a idéia de ir ao Pico da Neblina, ponto mais alto do Brasil, com 2.994 metros de altitude, localizado no Norte do Amazonas, no meio da floresta, surgiu ainda de modo descontraído, sem nenhuma pretensão maior. Todavia, Marcel levou o intento a sério. Seria a primeira vez que ele faria uma aventura assim. Em meados de março, Marcel e mais três amigos desembarcavam no Amazonas dispostos a alcançar o cume do morro.

A preparação para a aventura se deu ao longo de um mês. Pelo menos três vezes por semana, ele corria de sete a 10 quilômetros. Uma subida ao cume do Morro do Cambirela, em Palhoça, também foi realizada. Nesse momento, Marcel, aluno da oitava fase do curso de Engenharia de Produção, usou dos conhecimentos sobre planejamento, aprendidos em sala de aula, para programar como seria a expedição que o levaria ao ponto mais alto do país.

- Foi com a subida ao Cambirela que pude prever muitas das dificuldades que enfrentaríamos lá no Amazonas. Se não fossem as aulas de planejamento, provavelmente teríamos grandes problemas – acredita Marcel.

Na bagagem, roupas de frio, redes e sacos para dormir e a comida. “Foram 10 dias passando, basicamente, a arroz, feijão e macarrão”, lembra Marcel. Havia um peso médio de 8 quilos em cada uma das mochilas. Ele conta que todo o material básico para a sobrevivência do grupo estava com os guias, contratados no local.

- O mínimo de conforto que tínhamos, carregávamos conosco.

Da selva, o maior medo de Marcel não eram os grandes animais, mas sim as aranhas. Isso porque, apesar de pequenas e, muitas vezes, quase invisíveis, elas têm um veneno mais poderoso que o de muitas cobras. Assim, a maior parte das roupas utilizadas pelo grupo era bastante fechada, cobrindo boa parte do corpo.

O frio também era um problema. Mesmo estando em março, devido à altitude e à umidade excessiva do local, as temperaturas eram similares às de um inverno rigoroso em Florianópolis. Quando ainda estavam no acampamento base, no quinto dia de expedição, o grupo enfrentou uma noite com temperaturas em torno de 9ºC.

A aventura começou de barco. Durante dois dias o grupo subiu o rio que os levaria até a foz do rio Tucano, onde fica o início da trilha para chegar ao cume do Pico da Neblina. Depois, começou a caminhada de seis dias até o topo. A chuva era um dos maiores revezes enfrentados por Marcel e seus companheiros de viagem. Foi preciso, logo no início da trilha, conseguir uma autorização da Funai, para entrar na reserva indígena ianomâmi.

- Mesmo com a autorização, segundo os guias, havia a possibilidade de os índios impedirem a nossa subida.

Como se sabe, chuvas na Amazônia acontecem o tempo todo. Isso incomodava o grupo, pois, a cada temporal, tudo o que carregavam terminava molhado, inclusive o que estava guardado nas mochilas. Assim, além do aumento de peso, eles precisavam agüentar o fato de não terem mais uma única peça de roupa seca. Era necessário vestir roupas molhadas e esperar que elas secassem no corpo até que viesse a próxima chuva. Além disso, boa parte da trilha, que já era alagada naturalmente, ficava ainda mais complicada com o excesso de chuvas.

A trilha, apesar de não aparentar ser difícil, exigia cuidados. Logo no primeiro dia, os guias instruíram o grupo a não andar na frente deles, para que não se perdessem no meio da mata fechada, onde nem o GPS funcionava. Contudo, a recomendação só foi seguida nos dois primeiros dias. Logo Marcel e seus amigos já andavam à frente dos guias. Nesse momento receberam rádios e foram avisados a entrar em contato com os guias nos cruzamentos que encontrassem.

- Quando terminamos, os guias elogiaram nossa forma física, pois foi a primeira vez que não conseguiram acompanhar um grupo – argumenta Marcel, que credita o fato de ter conseguido ser mais rápido que seus guias às corridas de aventura das quais já participara.

Entretanto, a boa forma do grupo não poderia ser comparada a de alguns habitantes da região que Marcel encontrou. Havia garimpeiros que ficam lá durante seis meses do ano e o grupo cruzou com eles, durante a subida, carregando nas costas sacos de alimentos que pesavam em torno de 50 quilos. Além do peso, eles ainda andavam mais rápido que os incipientes aventureiros.

Durante a viagem, Marcel diz ter começado a avaliar questões da sua vida. “Quando se está lá, você pensa no que é importante”. No meio da mata, à noite, ouvindo os sons dos animais, em um estado que misturava medo e alegria, os problemas da vida cotidiana acabam ficando pelo caminho. Eram apenas seus amigos, a selva e o morro a subir. O cume foi alcançado no dia 28 de março, quando Marcel completou 29 anos de idade.

A experiência obtida no Norte do Amazonas trouxe o incentivo necessário para Marcel continuar suas aventuras. Agora, ele pretende ainda subir os 10 maiores picos do Brasil e conta com o patrocínio da empresa onde trabalha para isso acontecer.

10 de maio de 2008

Brasileirão 08

Começou nesse final de semana o campeonato brasileiro 2008. 20 times brigando para comemorar em dezembro um dos torneios mais disputados do mundo. Sim, do mundo, pois em que outro país temos no mínimo cinco ou seis clubes com chances reais de erguer o caneco?
Flamengo, apesar da ridícula derrota para o América, tem um belo time. Fluminense geralmente monta boas equipes, esse ano não foi diferente. São Paulo tem poucos mas competentes jogadores - ainda assim não leva o tri. Internacional, bem treinado, também tem chance. Campeão estadual, o Cruzeiro possui equipe equilibrada - até achei que poderia passar pelo Boca, mas o time portenho é realmente muito bom. E, finalmente, o Palmeiras, que pode muito bem repetir o que fez em 93 e 94, quando levou estadual e nacional. Equipe tem, além do melhor jogador do Brasil.
Agora é esperar as 39 rodadas e ver o que acontece. Em dezembro, se tudo correr como deve, escrevo a comemoração do penta.

9 de maio de 2008

Comunisul

Está no ar, desde o último dia 26 de abril, o blog Comunisul, um espaço para a publicação de produções acadêmicas de todos os alunos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, da Unisul. Vale a pena dar uma olhada para sentir o nível - em boa parte dos casos, bastante elevado - dos nossos colegas de faculdade.

O link também estará disponível na lista aí do lado "Nós Indicamos". Já que vocês não comentam aqui, ao menos o façam lá. A calourada, sobretudo, agradece.

Sobre comentários, ficou decidido, em reunião, que comentários que contenham propagandas para sites com vírus ou blogs sem o menor sentido - literalmente - serão sumariamente deletados. Entretanto, se você tiver um site com algum conteúdo que não seja de venda de camisetas, ou coisas do tipo, pode ficar à vontade em colocar seu link em nossos comentários. Se o negócio for bom, também pode terminar em "Nós Indicamos".

8 de maio de 2008

CQC

Faz tempo que não via um programa tão bom e divertido na tv. Não que nossa tv seja ruim, sempre tem uns malucos dispostos a falar merda em rede nacional. Todavia o CQC, que estreou na band há uns dois meses, é o que há de melhor hoje na programação nacional. Jornalismo sério, sim senhor, ou não é um absurdo perturbarem sepulturas alheias?
Comandados pelo rodado Marcelo Tas, seis repórteres intrépidos realizam todo tipo de pauta. Inclusive algumas onde quase apanham. Com muita irreverência, tratam assuntos sérios e não devem em nada para quaisquer outros telejornais. Sempre às segundas, 22h15min.

24 de abril de 2008

Para quem gosta de design, como eu, ótimo blog. Várias peças - e algumas tranqueiras - mostram que, até o que você nunca pensou que existisse, alguém fez. E o que você pensou que era idiota demais para se inventar, também.

22 de abril de 2008

Isabella, por Balzac

Desde que Balzac escreveu o clássico livro Ilusões Perdidas, até os dias de hoje, já se passaram quase 200 anos. De lá para cá, o jornalismo, até então incipiente, cresceu e cobriu grandes tragédias humanas. Na sua trajetória, estiveram duas guerras mundiais, uma guerra fria, revoluções socialistas, independência de vários países.

No Brasil, não foi diferente. Também passamos por monarquia, república, revoluções, ditadura. Tudo com os olhos quase sempre atentos da mídia. Nas últimas semanas, O caso da morte da menina Isabella Nardoni levou repórteres, fotógrafos e curiosos a fazerem vigília nos locais onde o casal suspeito de ter cometido o crime passaram.

Em entrevista, o professor de literatura José Miguel Wisnik trata do tema sob a ótica deste livro de Balzac, que mostra as relações entre jornalismo e literatura e de que forma esta e aquela estão intimamente ligadas ao discurso jornalístico.

Repórter: Por que a mídia se interessa tanto com este caso?

José Miguel Wisnik: Toda a imagem é um recorte da realidade, desta forma, se pensarmos na representação literária e no jornalismo, veremos que no primeiro caso, o contexto é dado pela própria história, enquanto que no jornalismo há uma ligação direta do discurso com a realidade. A reportagem nos dá a representação de algo que parece real, próximo.

Repórter: E por que as pessoas compram esse discurso com tanta facilidade?

José Miguel Wisnik: Balzac mostra em Ilusões Perdidas que, a partir da criação dos jornais, os jornalistas tomaram o lugar dos escritores, se tornando intérpretes diários do mundo. No mais, os dois estão muito próximos no sentido de que são baseados, de certa forma, na realidade. Só que o jornalismo acontece todos os dias, aumentando a verossimilhança no discurso, trazendo os leitores para perto do tema.

Repórter: E com relação ao fato de que a mídia pré-condenou e julgou o casal suspeito de cometer o crime, o que o senhor pensa a respeito?

José Miguel Wisnik: Analisando novamente sob a ótica de Balzac, basta lembrar que no mesmo livro há uma passagem em que o autor escreve que, para os jornalistas, “tudo que é provável é verdadeiro”. O jornal é uma máquina de montar e desmontar contextos. A partir do momento em que um fato sai de seu tempo “real”, e vai às páginas do jornal, há uma mudança drástica desse primeiro contexto a partir de pequenos recortes da realidade. Desta forma, fica mais fácil de mudar as idéias ao se transcrever uma fala, por exemplo.

Repórter: Portanto seria possível dizer que o jornalismo e a arte, de certa maneira, explicam todo esse interesse?

José Miguel Wisnik: Só nos sustentamos de ilusões. Os jornalistas também trabalham com ilusão, ficção. Tanto a arte quanto o jornalismo produzem versões que são recortes do mundo.



P.s.: Essa foi mais uma matéria da séria série Entrevistas que não fiz, matérias que inventei, produzida na aula de Redação. As falas de Wisnik são o mais próximo possível do real, baseado em um documentário que já assistimos 32165465170 vezes na faculdade e versa sobre a ética no jornalismo.

11 de abril de 2008

Cotidianas


7 de abril de 2008

a 7 de abril.

No dia do jornalista, uma crítica que pode soar como algo negativo, como uma súplica ou simplesmente as coisas como elas são.




Jornal-esmo

A caminho do meu mesmo destino de todos os dias, desviei meus passos para tomar um café. Os ponteiros do meu relógio acusavam um intervalo de cinco minutos que me possibilitaram tal ousadia. Eu mal sabia que tão pouco tempo seria mais do que o necessário. O meu dia inteiro estaria, a partir de então, sujeito a uma cadeia de devaneios inconformados.

Minha atenção centrou-se na banca de jornal do outro lado da rua enquanto eu ainda me permitia apreciar o perfume exalado da xícara; o café estava quente. Foi quando um mendigo entrou em cena. Sua condição não o tornava menos digno: sorridente, ele se propôs a ajudar um homem cujos papéis foram repentinamente levados pelo vento até a calçada próxima à banca. O cenário constituía-se, tudo de forma muito natural. O meu tempo teimava em não esperar e aproximava-se do limite.

O homem pobre pôs-se diante das capas dos jornais do dia. Estavam todos expostos na parede da banca, de forma a constituir uma diversidade dentro de uma mesmice. Salvo casos raros, as manchetes eram parecidas, as tragédias postas em letras desmedidas e a vida transformada em confusão. Logo me acometeu o pensamento o texto de um escritor que tenho como um de meus preferidos; por coincidência, levava-o em minha pasta para a aula a que assistiria dentro de alguns instantes. Diante do fortalecimento do jornalismo, Machado de Assis afirma essa prática sob uma perspectiva positiva no artigo O Jornal e o Livro. O autor escreve que o jornal é a liberdade, é o povo, é a consciência, é a esperança, é o trabalho, é a civilização.
Ora, de que maneira – perguntaram a mim os meus botões – uma vitrine de tristeza pode representar uma "reprodução diária do espírito do povo"? Por que um impresso dedica um espaço para descrever mortes e não faz o mesmo para noticiar nascimentos? É de se pensar. É o que me fez pensar.

Mas, voltando à cena da manhã ausente de brilho. O mendigo continuava parado, com o olhar fixo que pude perceber pela inclinação de sua cabeça, partilhando das informações de todas as capas ali dispostas. Imaginei-me, pois, na condição dele. O que moveria meu espírito ao perceber o mundo de forma tão negativa? Dizem estar estampada na entrada do prédio em que funciona o jornal New York Times (aquele dos colegas estadounidenses) a expressão
Bad News Good News. Quer dizer: más notícias são boas notícias. Isso explica a concepção difundida entre as redações espalhadas pelo mundo. É claro que não se podem negar as exceções, assim como não é preciso muito esforço para notar que o predomínio no cardápio de notícias de cada dia é de sangue, de ódio, de tragédias.

O sorriso do mendigo já não compunha sua expressão quando ele se voltou em minha direção. No balcão, o café já cumpria com sua função de afugentar meu sono e a xícara estava vazia. O relógio alertava para a escassez do tempo – os cinco minutos eram agora dez. Atravessei a rua. Reconheci verso de Vinicius: tristeza não tem fim, felicidade sim...
O assobio e o canto vinham do personagem dos dez minutos daquela minha manhã.
Arielli Secco

3 de abril de 2008

Era uma vez um jornal...

As portas do prédio sempre foram abertas a todos. Assim que se entrava, já era possível enxergar, ao fundo, uma sala imensa, cheia de máquinas de escrever nas mesas. Todavia, poucos as usavam ao mesmo tempo. Diriam, em um futuro próximo, que tanta tecnologia assim não deveria ser desperdiçada. Telefones tocavam incessantemente. O ritmo frenético e desordenado das campainhas formava uma desconexa orquestra.

Fumaça de cigarros, pilhas de copos de café, estojos com centenas de canetas e lápis, tudo isso brigava por espaço entre uma imensidão de folhas de papéis espalhados pelas mesas existentes na sala. Aparentemente, não havia a menor organização naquilo. Quem lia o jornal todos os dias jamais poderia imaginar que aquela balbúrdia era o embrião das páginas de diagramação reta e organizada, que iam às ruas todos os dias.

Nas ruas em torno do edifício, vários carros estavam sempre chegando e saindo. Pessoas saíam apressadas deles, corriam para as maquininhas de escrever e só saíam de lá horas depois. Entretanto, apesar da pressa, os homens e mulheres, aparentemente estressados, não hesitavam em cumprimentar quem quer que fosse pela rua.

Em frente ao prédio de arquitetura bucólica, havia um bar. Era lá que todos se reuniam. Diferente de outros profissionais, suas bebedeiras só começavam depois das 10 da noite. Nem todos gostavam daqueles caras, principalmente os poderosos daquela metrópole. Eles eram, todos, contestadores da realidade em que viviam. Não aceitavam que alguém com dinheiro pudesse destruir a vida de outro só por causa de sua classe social.

Só que esse dinheiro dos poderosos financiava a publicação do jornal. De início, as moedas de cobre vinham com singelos anúncios de produtos sem grande importância. A maioria, sequer dava para ser notado, pois vinham escondidos no meio de reportagens com belos textos, que prendiam os leitores até o último ponto final. Um dia, porém, alguém perguntou ao dono do jornal se ele venderia um espaço de meia página. Inicialmente, ele relutou, mas não conseguiu resistir à oferta. Pouco tempo depois, foi uma página inteira, duas, três... Certo dia, a publicação, que nunca havia saído com mais de 20 páginas, chegou a 60.

Pela falta de espaço nas páginas, os textos, que antes eram bem trabalhados, se transformaram em pequenas notas, sendo que a maioria delas era feita por telefone. Como não precisavam mais sair às ruas, as mesinhas começaram a se encher diariamente. O dono do jornal percebeu o fato de que não era mais necessário haver tantas pessoas na redação. A conta era simples: se uma pessoa era capaz de escrever uma matéria de 30 linhas sobre um mesmo assunto, estaria apta a fazer, sozinha, seis notas de cinco linhas.

E assim, as dezenas de mesas viraram uma dúzia. O prédio também deixou de ser necessário. Mudaram-se para uma sala, em um edifício comercial. Os vários carros foram vendidos. Só sobraram dois: um para fazer as poucas reportagens que ainda persistiam – quando faltavam anúncios – e outro para um profissional, que havia sido contratado para vender espaço publicitário.
Ao contrário do que possa parecer, o dono do jornal passou a ganhar mais dinheiro ainda. Deixou de ser apenas alguém que vivia bem e virou milionário. Os populares, que antes defendiam os repórteres, passaram a ignorá-los. Por outro lado, os poderosos chegavam a oferecer presentes constantemente.

Mas a vida continuou na Ilha da Magia Perdida...

2 de abril de 2008

crônica jornaleira

Qualquer um que vá a uma banca hoje em dia terá uma infinidade de jornais à disposição. Os de fora já vieram mais para cá. Hoje, quiçá pelo enfraquecimento enfrentado por tal meio, não são mais vistos – caso dos jornais do Rio, O Globo e Jornal do Brasil.

De qualquer forma, temos aqui opções deveras distintas: Os “tradicionais” são o Diário Catarinense e A Notícia. Este, até pouco tempo, era a única voz alternativa à RBS (conglomerado midiático que manda nos estados de SC e RS), era um bom jornal. Todavia, no último ano, as sucessivas investidas dos gaúchos surtiram efeito, e o periódico foi incorporado. No começo nada mudou, porém é natural que suaves mudanças aos poucos afetem sua linha editorial.

Com a maior tiragem do estado, o Diário cumpre seu papel de jornalão local. Sem muitas denúncias, uma reportagemzinha aqui, outra coluna ali. Até que serve para saber o que está acontecendo. Surgiu em 2006 o Notícias do Dia, primeiro jornal “popular” da cidade de Florianópolis. Sua aceitação foi boa, o preço de R$ 0,50 era chamativo e o DC sentiu o baque. Pouco tempo depois apareceu o Hora de Santa Catarina, concorrente lançado pela RBS que, além de custar a metade do Notícias, dava jogos de panelas. No viés do escracho vem o Diarinho, que publica tudo como comédia. As manchetes dispensam comentários: “esposa pega marido com outra na saída do fodódromo”. Impossível não falar no tradicionalíssimo O Estado. Seu fim, com mais de 80 anos, levou boa parte da graça de ler jornal em Florianópolis.
Em cidades grandes, como São Paulo, o cenário é diferente. Uma banca simples, na rua, oferece mais jornais do que se possa imaginar. Uma infinidade de títulos, cores, idiomas. É possível comprar a edição latina do Granma, por exemplo, ou o Corriere della Sera. Claro, os preços não são muito atrativos, mas sem dúvida é bom poder ler notícias do outro lado do mundo compradas na banca da Teodoro Sampaio.
Muitos acreditam que o jornal está fadado ao fracasso, que a internet irá derrubá-lo, etc. Sempre surgem comentários desse tipo, mas o cinema não acabou, o rádio não acabou, a televisão não acabou. Eles mudam, adaptam-se, acompanham a evolução das comunicações. O fato é que o bom e velho jornal está aí, na banca ao lado da sua casa, pronto para quem quiser vê-lo. Então. Que tal aproveitar que o texto acabou e dar uma olhada nas manchetes do dia?

30 de março de 2008

28 de março de 2008

-Caiu
-o que
-a bolinha
-que bolinha
-do meu piercing, do queixo - mostrando o furo
Ficamos a procurar no chão de cimento a bolinha prateada de um milímetro de espessura. Todos muito concentrados. Sou bom em encontrar coisas. Daqui a pouco ela vira e diz:
-O fretado!
-ahn?
Olho o ônibuis que há cinco segundos estava parado na nossa frente dando a ré, já saindo do estacionamento.
-Corre
Os ônibus que atrás iam buzinam, acendem luz alta. Tenho certeza que alcanço ele na corrida, o all-star faz força para não se desmanchar no meu pé. Ele pára. Entro, as sapatilhas rosas logo depois. Vamos para o último banco.
-Perder o piercing e o fretado era demais.

26 de março de 2008

Ilustrada


BsAs.

24 de março de 2008

Acordei com fome. Com muita fome, às cinco da matina. Não tinha muita coisa em casa, um resto de bolo, copos de leite. E agora, dormir de novo, sabendo que tenho que levantar em uma hora; ficar acordado fazendo nada. Não dá para ligar o som, acordaria os vizinhos. Não estou animado para ler, na verdade dormiria na quarta página do minha razão de viver. Acho que estou com sono, além da fome. Não importa, daqui a pouco o fretado passa. Com ou sem fome.

14 de março de 2008

12 de março de 2008

Já que falei da página do Nassif, um bom exemplo do que lá se encontra.
O modelo Veja de reportagem
Antes de análises de caso, vamos a uma pequena explicação sobre como é esse modelo Veja de reportagem.

1. Levantam-se alguns dados verdadeiros, mas irrelevantes ou que nada tenham a ver com o contexto da denúncia, mas que passem a sensação de que o jornalista acompanhou em detalhes o episódio narrado.
2. Depois juntam-se os pontos, cria-se um roteiro de filme, muitas vezes totalmente inverossímil, mas calçado nos fatos supostamente verdadeiros.
3. Para “esquentar” a matéria ou se inventam frases que não foram pronunciadas ou se tiram frases do contexto ou se confere tratamento de escândalo a fatos banais. Tudo temperado por forte dose de adjetivação.

link

Página do jornalista Luís Nassif, http://www.projetobr.com.br/web/blog/4. Bons comentários, principalmente sobre a revista Olhe.

11 de março de 2008

Brincando (mais um pouco) com os editoriais

Bom, devido ao fato de eu ter chegado atrasado à aula (o que não é nenhuma novidade), acabei sendo obrigado a fazer o mesmo exercício sozinho. Portanto, precisei escrever dois textos sobre o mesmo tema, mas com uma visões opostas. Ao leitor fica o recado: sempre duvide de tudo o que você encontrar pela frente. O dinheiro (e as notas na faculdade) faz coisas, inclusive mudar a opinião das pessoas.

Se houver mais de 10 comentários aqui até o fim da semana, discutindo qual é a minha verdadeira posição, revelo o que penso a respeito dos temas.


Ainda somos grandes?


O conflito entre Colômbia, Equador e Venezuela suscita uma dúvida em todos: somos realmente o maior país da América Latina? Bom, nos últimos 10 anos, essa posição só é válida se levarmos em conta a extensão territorial das terras tupiniquins. Com o surgimento de políticos populistas como Hugo Chávez e Evo Morales e o aumento da sua influência na política do continente, há muito que a terra em que se plantando, tudo dá, perdeu sua posição diante dos países vizinhos.

A liberação de pessoas seqüestradas pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - totalmente financiada pelo tráfico de armas e drogas – foi totalmente conduzida pelo, no mínimo, excêntrico presidente venezuelano Chávez. O Brasil, por sua vez, se limitou apenas a acompanhar o caso de longe, sem qualquer tipo de interferência direta.

Algo parecido ocorreu quando o Evo Morales nacionalizou completamente a produção de petróleo e derivados, no território boliviano. O Brasil levou, sozinho, um prejuízo de bilhões de dólares, não só devido à perda dos investimentos da Petrobras, como também do fato de que o preço do gás natural, principal produto importado por nós, teve um aumento que fez muitos desistirem de usar essa fonte de energia.

Está na hora do governo brasileiro acordar. O presidente Lula precisa deixar de lado as suas relações com a “camaradagem” e se impor ante a todas as “republiquetas de bananas”, mostrando algum tipo de autoridade, se é que isso ainda é possível. Precisamos ser - se é que um dia fomos – o maior país da América Latina.


A diplomacia acima de tudo


A peleja iniciada pela Colômbia, que envolveu também o Equador e a Venezuela, e o desfecho que parece se encaminhar deveria encher-nos de orgulho. Novamente, a política externa implantada pelo governo Lula, cujo norte é o debate e não a guerra, ajudou que os três países buscassem uma solução diplomática para o assunto. O mesmo ocorreu quando da discussão sobre o fechamento do maior canal de TV da Venezuela.

Naquele momento, o presidente Hugo Chávez decidiu não renovar a concessão de uma emissora de televisão. Algo completamente natural, visto que, no Brasil, a lei também prevê que o presidente pode revogar o direito de transmissão de qualquer empresa de radioteledifusão. Chávez apenas cumpriu seu papel de presidente daquele país.

Render-se a política agressiva pretendida por Washington é, no caso da invasão colombiana, dar um tiro no pé. É claro que, mesmo com a justificativa de que tentava combater o tráfico de drogas, a Colômbia jamais poderia ter interferido em território equatoriano. Entretanto, como diz o jargão, violência gera violência. Os dois países envolvidos na discussão têm populações repletas de miseráveis. Uma guerra neste momento só iria piorar a situação de milhares de famílias.

Ao promover o debate e não a luta armada, o Brasil se fixou como um dos grandes países da América, mostrando-se um verdadeiro líder, no que concerne à questões como a paz mundial. Tal ato de nosso governo deveria ser premiado com a tão sonhada cadeira efetiva no Conselho de Segurança das Nações Unidas. Nossos aplausos ao presidente e ao Ministério das Relações Públicas.

Brincando de editoriais

Durante uma aula de redação, sugeriu-se a produção de editoriais opostos sobre um mesmo assunto, brincando de "faz de conta que você tomou o partido da revista x". Segue o resultado:



Editorial 1 - brincando de criar uma revista reacionária, a OLHE.

EDITORIAL

O fato ocorrido na última semana não é novidade. Em tempo, não se trata aqui do imbróglio fronteiriço entre Colômbia e Equador. Trata-se da intromissão do falastrão presidente venezuelano, Hugo Chávez. Mais uma vez, essa peculiar figura conseguiu chamar a atenção do mundo para suas ações.
No dia 1º de março, com informações privilegiadas, o exército colombiano atacou um grupo de guerrilheiros das Farc. Muito se reclama que o Estado brasileiro nada faz para conter o avanço do crime organizado. Pois foi isso que Álvaro Uribe fez, atacou os terroristas que abastecem todo comércio de cocaína na América do Sul. Conseguiu impedir que 16 terroristas, - incluindo o seu segundo homem, Raul Reyes – continuassem agindo.
O problema é que, no momento do ataque, os membros das Farc estavam em território Equatoriano – do mascote de Chávez, Rafael Correa. O presidente venezuelano então resolveu tirar algum proveito da ocasião que, se não fosse por ele, não passaria disso. Fechou a embaixada colombiana e mandou seu exército para a fronteira.
Toda a polêmica foi causada por (mais) uma ação impensada do presidente venezuelano. Como a maioria dos acontecimentos do nosso continente, foi muita fumaça para pouco fogo. Na última sexta-feira, na República Dominicana, os três deram as mãos e foram tomar uma cervejinha. Tudo muito natural, como é típico à América Latina.
Pedro



Editorial 2 – brincando de Carta Capital.

Enquanto isso, além dos muy amigos...

O mundo assistiu, durante a semana passada, a sucessivos episódios de tensão entre as fronteiras dos maiores países sul americanos. O assassinato do líder das Farc, Raúl Reyes, foi o princípio de uma nuvem de poeira que sufocou a diplomacia latino-americana. O ataque em território Equatoriano, levado a cabo pelas forças do governo da Colômbia, contou com o auxílio da CIA e violou a legislação internacional de território. As ações resultaram, ainda, num somatório de 22 cadáveres das Farc, além de três guerrilheiras feridas por estilhaços de bombas.
É perfeitamente compreensível que Rafael Correa admitisse o ocorrido como violação de território diante desta ação inesperada, rompendo as relações diplomáticas entre Equador e Colômbia. Por sua vez, Álvaro Uribe alegou legítima defesa a todo instante, além de iniciar uma série de acusações de que a Venezuela e o Equador tenham ligações com as guerrilhas. Mas o holofote dirige-se, por ora, à manifestação de Bush júnior. O articulador de conflitos emblemáticos, como o decorrente no Oriente Médio, declarou apoio à Colômbia. Mais: a secretária de estado Condoleezza Rice afirmou que a Colômbia "é um amigo e aliado muito bom" dos EUA e que Washington "luta duramente" para conseguir que o Congresso americano ratifique o tratado de livre-comércio com o país latino.
Agora que se fez selada a paz - ainda que entre notáveis sorrisos amarelos durante o aperto de mãos entre os presidentes Rafael e Uribe -, a questão que se instaura é a tendência de que a Colômbia adote a postura de Bush júnior, agindo como um instrumento expancionista e belicista dos EUA. Fogo amigo entre muy amigos.
Arielli Secco





Fica aos leitores - tores - tores - ores [tem alguém aí? aí - aí - aí........] a tarefa de tirarem suas próprias conclusões...
Tirado do Observatório da Imprensa
No seleto jornal Valor Econômico (19/2/2008), constava a seguinte matéria: "Carteiras que estavam pouco concentradas se destacaram". Eis que, na terceira linha do segundo parágrafo, lê-se a seguinte frase: "Acontece que o índice despirocou por conta da forte alta de dois papéis /.../". Como? Sim, exatamente essa é a redação. Quem o escreveu não se sabe, pois a matéria não está assinada. Todavia, o aval do editor foi dado, seja por haver lido, seja por haver ignorado. Nas duas opções, não há como saber qual delas mais depõe contra o editor. A questão é: por que optar pelo grosseiro vocábulo ("despirocou"), em lugar de "desequilibrou", "enlouqueceu", "ensandeceu"? E mais: esse jargão em texto de análise econômica, num jornal destinado a um público-receptor mais exigente? É de estarrecer
Eita profissão legal...

5 de março de 2008

Mais uma...

Mais uma vitória do Palestra. Sim, era obrigação ganhar de um time de segunda divisão. Porém, ser a quarta seguida dá um gosto especial. Massimo Divino informou no seu blog dados interessantes: na última vez que os sem-estádio marcaram um gol no verdão, lula era reeleito; o caos aéreo era novidade; os aspirantes estavam na quarta fase.
A última vitória deles foi em outubro de 2006, pelo brasileiro. Faz tempo... A mídia inteira já falou - e olha que a maioria é timinho - porém repetirei aqui. Últimos quatro clássicos: 3x0, 0x1, 1x0, 0x1. Pena que o próximo é só em 2009, no paulista. Então... Até lá!

4 de março de 2008

nota de indignação

Apenas para lembrar a capa da revista veja de semana passada. Que a revista é um lixo, eu já sabia. Porém, conseguiu me irritar mais uma vez, com uma imagem do presidente Fidel Castro com o título "já vai tarde", e um subtítulo que nem me interessa lembrar, porém era alguma imbecilidade do gênero.
Sabem eles alguma coisa sobre o processo histórico da Ilha? Os editores, aposto que sim. Mas os repórteres que entram lá, duvido. Une-os o ódio pelo sistema socialista lá vigente, acho. E o medo que aqui aconteça algo parecido, afinal vivemos sob uma "ameaça vermelha" (a veja gosta desses termos - e acha que a guerra fria não acabou).
Não é a toa que são a primeira voz a se manifestar contra qualquer movimento social. Estudantes da USP, tudo baderneiro. MST, um bando de terroristas. Uma redação assim devia ir toda pro paredão, um por um. Fica aqui o protesto do AJ.
ps. Revistinha de merda, tem mais é que se fuder (não deu para segurar)

25 de fevereiro de 2008

Mais uma...

Tudo bem, já imaginava que seria difícil a partida contra o Criciúma. O problema é ver a incompetência do Avaí, jogando fora toda campanha "incrível" do primeiro turno do Catarinense 08. De que adiantaram melhor ataque, defesa, liderança até a última rodada? Para ver o maior rival sair na frente, e com uma instabilidade inevitável para a disputa do segundo turno.
Por mais velha que seja, clássico é clássico. Um revés hoje também não era de se estranhar - embora ambos fatos contribuam para a idéia que o Avaí treme em jogos decisivos. Ainda assim, o caso é outro: o jogo de quinta, na Ressacada. Com torcida a favor, ganhando de dois a zero, a taça estava nas mãos da equipe do sul da ilha. O que faz então o leão? Consegue perder a partida que lhe garantiria na final do estadual. Como? Não perguntem para mim. O fato é que, agora, a estrada será muito mais complicada, principalmente para resgatar a confiança do grupo.
E seguimos sem perspectiva de um título. Mais uma vez...

16 de fevereiro de 2008

Por alguma razão ainda desconhecida, o contador de acessos do blog (sim, temos um e fica lá embaixo da página) foi zerado. Não que isso valha um post ou tenha qualquer importância para o andamento (hahahahaha gostaram da piada?!?!?!?) deste blog. Apenas achei que seria bom comemorar o trabalho e o empenho de todos os colaboradores durante este um mês sem uma mísera postagem, retirando o hímem de nosso quase incipiente domínio na rede.

A propósito, não consertaremos o contador de acessos. Nenhum de nós sabe fazer essas coisas altamente avançadas do universo da programação de internet. Aliás, alguém ainda acessa isto aqui? A resposta, só nos próximos capítulos de Um Blog à Beira da Morte.

P.S.: As aulas recomeçam nesta segunda-feira. Há uma pequena chance de alguma postagem aqui nos próximos cinco meses. Fiquem atentos!

15 de janeiro de 2008


Mais um presuntinho para atualizar a bagaça...


Elenice de Sousa Ramos - A história de Elenice é uma grande incógnita até mesmo para as pessoas que moravam com ela. Vinda de Lages há alguns anos, morava em Palhoça, na casa de amigos que conquistou na cidade da Grande Florianópolis. Um deles, Sílvio, comentou que se não fosse a solidariedade deles, talvez Elenice não teria sequer onde morar. Ela, que tinha 36 anos, sofria de osteoporose. Mas o que levou a vida de Elenice, ainda tão nova, foi, provavelmente, a saudade e a lembrança dos filhos que não via há anos. Sua vida, que terminou nesta segunda-feira, foi tão rápida quanto intensa. Seu corpo foi sepultado no mesmo dia, no Cemitério do Bairro Passa Vinte. Uma missa de sétimo dia está marcada para este sábado, na igreja do Bairro Aririú, em Palhoça, às 19h.

9 de janeiro de 2008

PIRAGUAHY TAVARES - Sua filha Vânia o descreveu como um homem bondoso, honesto e prestativo. Já Rui, seu outro filho, disse que, no papel de pai, ele era excepcional, além de também ser um excelente profi ssional. Esse legado talvez não seja conhecido por todos que cruzaram com o coronel da reserva da Polícia Militar Piraguahy Tavares, mas é assim que seus três filhos, quatro netos e a mulher, dona Nilza, lembrarão dele. Tavares começou cedo na carreira militar e percorreu todos os caminhos necessários para crescer de posto na profissão. No tempo em que esteve na polícia, foi delegado em diferentes cidades catarinenses, como Videira, Blumenau e Joinville. Quando veio a Florianópolis, chegou ao posto de comandante-geral da Polícia Militar. Também foi diretor do Detran/SC. Depois de aposentado da polícia, dedicou-se ao comércio. Durante algum tempo, foi gerente da loja Modelar. Aos 86 anos, seu principal hobby era a leitura. Era morador do Bairro Trindade, em Florianópolis, havia quase duas décadas. Sua morte ocorreu de causas naturais, na última segunda-feira, no Hospital de Caridade, na Capital, onde estava internado. Seu corpo foi sepultado, ontem, no Cemitério Jardim da Paz, também em Florianópolis.
Sobre as atualizações...

Bom, como todos os que nos acompanham aqui sabem, as atualizações deste blog sempre foram deficientes. Nos últimos meses, além das férias de dois dos colaboradores, eu continuei trabalhando. Há dois meses estou no Diário Catarinense, escrevendo, quase diariamente, a coluna de obituário do jornal. Pois bem, para não deixar nossos leitores sem nada para deliciar-se durante as férias e, com o intuito de trazer atualizações para o blog, decidi colocar as notas de obituário que eu produzir, a partir de hoje, para o DC. Ainda hoje, a história de Piraguahy Tavares, coronel da reserva da Polícia Militar será publicada.

3 de janeiro de 2008

Primeira postagem de 2008.


Para dizer que estamos de férias (o que não quer dizer muita coisa, já que atualizações não são o forte desse blog).


Breve -talvez nem tanto- considerações sobre o ano que passou.

21 de dezembro de 2007

Aproveitando a ocasião. Faz um mês que os sem-estádio cairam para segunda divisão. Que na semana seguinte não se falasse em outra coisa, tudo bem (ainda por cima com essa imprensa galinhesca).
O que aconteceu, contudo: virou o assunto do ano. Episódios narrando a saga corintiana que culminou no descenso; intermináveis entrevistas pseudo-dramáticas; teorias de como um clube desse aporte chega ao fundo do poço...
Chega. Já falaram o suficiente, agora deixem o time em paz, joga a segunda divisão e ponto final. Inventem outro assunto. Em vez de darem importância merecida à Taça Brasil de saltos ornamentais, ficam nessa lenga-lenga de corinthians/série B. Que merda.

15 de dezembro de 2007

Série B 2008

Realmente, de vez em quando não gosto das piadas que vejo no Kibeloco. Agora, convenhamos, que esse vídeo vale a pena.


P.s.: Em homenagem ao Pedro

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